Comissão de Economia debate fim da escala 6×1

Lucas

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No período dos Assuntos Gerais da reunião ordinária da Comissão de Economia, Trabalho, Desenvolvimento Sustentável e Turismo realizada na manhã desta quarta-feira (29), os deputados Guilherme Pasin (PP), Paparico Bacchi (PL) e Prof. Claudio Branchieri (PL) debateram sobre o fim da escala 6×1. A reunião foi conduzida pelo deputado Prof. Claudio Branchieri, vice-presidente da comissão. Não houve quórum para dar início à ordem do dia.

Para o deputado Prof. Claudio Branchieri, o fim da escala 6×1 – jornada de trabalho onde o colaborador trabalha seis dias e descansa um, totalizando até 44 horas semanais, cuja proposta  tramita no Congresso por PECs, e por projeto de lei em regime de urgência – está sendo conduzido sem o debate sobre suas consequências. “Nos parece absolutamente justo o pleito de que se reduza a jornada de trabalho e que isso seja debatido na sociedade”, comentou. “Mas eu já disse aqui, este projeto de lei, enviado pelo presidente Lula e sua equipe, está na contramão das necessidades que o Brasil tem e que os trabalhadores brasileiros querem”, afirmou.

Claudio Branchieri seguiu o raciocínio demonstrando que o setor da metalurgia em Caxias do Sul tem uma jornada de 42 horas semanais e que isto demonstra espaço para o debate da redução da carga horária no próprio empresariado. “Nosso problema não é esse debate, mas como ele está sendo feito. E ele está sendo feito à revelia da classe empresarial. E essa classe precisa se mobilizar sob pena de que o projeto aprovado pela Câmara dos Deputados traga mais dificuldades para um cenário que, para a economia brasileira, é extremamente desafiador”, concluiu.

O deputado Guilherme Pasin ponderou que a perda será do trabalhador, caso seja aprovado o fim da escala 6×1. “Se reduzirmos a escala o custo vai aumentar, pois vai se deixar de faturar em determinado turno, ou se terá que reduzir o número de trabalhadores”, disse. “Ou se terá que adicionar mais colaboradores e isso vai resultar em aumento do custo, que será repassado ao produto. Repassando no produto, o próprio trabalhador, que também é consumidor, passa a ter dificuldade na aquisição daquele insumo, e a sociedade como um todo da mesma forma”.

Crise na produção de batatas no RS
O deputado Paparico Bacchi comentou sobre a crise econômica na produção de batatas no  Rio Grande do Sul. “O Brasil está sendo tomado pela China, não mais pelos produtos eletrônicos. A China, agora, invade o país com batatas”, disse. “A China produz em torno de 66 milhões de toneladas por ano. Os produtores de lá possuem forte incentivo do governo, estão produzindo por um preço muito baixo e estão invadindo o mercado brasileiro”, reforçou.

Paparico afirmou que o governo brasileiro deve fazer como a China, e dar condições para que o produtor produza barato. “O governo está largando o produtor à própria sorte, não está amparando; e está possibilitando que a batata venha de fora e derrube nossa cadeia produtiva”, lamentou.

O deputado registrou, ainda, que concorda com a escala 5×2, mas que o debate deveria ser internacional, para que todos os países a adotassem. “Não podemos permitir que o chinês trabalhe 12 a 16 horas por dia, produza muito e invada o mundo”, comparou. “Enquanto isso, por aqui vamos trabalhar menos e com uma mão de obra com um custo maior”, analisou, manifestando preocupação com uma concorrência desleal.

Presenças
Estiveram presentes na reunião os deputados Dirceu Franciscon (União), Guilherme Pasin (PP), Halley Lino (PT), Paparico Bacchi (PL), Pedro Pereira (PSD) e Prof. Claudio Branchieri (PL), vice-presidente da comissão.

* Com informações do estagiário de jornalismo Leo Henrique

Fonte: Assembleia Legislativa de RS

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