Grevistas de Canoas pedem apoio dos deputados para suas reivindicações

Celso

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Representantes dos professores municipais de Canoas pediram apoio dos integrantes da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia para reabrir as negociações por reposição salarial e valorização da categoria com o prefeito Airton Souza. Eles participaram do período dos Assuntos Gerais da reunião do colegiado desta terça-feira (5), a convite da deputada Sofia Cavedon (PT).

Em greve há três semanas, os professores pleiteiam reposição salarial, aumento real de 10%, revisão do plano de carreira e o cumprimento da Lei 15326/2026, que inclui os professores da Educação Infantil na carreira do magistério, assegurando o pagamento do piso nacional e aposentadoria especial. A diretora do Sindicato dos Professores de Canoas Katielle Felise disse que o governo municipal se nega a dialogar e chegou a oferecer a reposição de 4,22% em 12 parcelas. Acusou também a administração levar a Câmara de Vereadores a aprovar, de forma açodada em uma sessão extraordinária, o parcelamento do percentual em seis vezes. “O que pedimos não é nenhum absurdo, como tratam. Queremos um posicionamento do governo sobre nossa pauta e um calendário para o atendimento dos pleitos”, explicou.

Sofia Cavedon utilizou dados do Tribunal de Contas do Estado para demonstrar que há recursos para atender as reinvindicações da categoria. A parlamentar afirmou que, de acordo com o TCE, o município não aplica os 25% na educação, mas gasta R$ 7 milhões por mês com cargos comissionados. “Valorizar a educação é uma escolha política diária. E está claro que em Canoas isso não acontece”, acusou.

A presidente da comissão, Patrícia Alba (MBD), se colocou à disposição para intermediar uma reunião entre grevistas e o prefeito. “Nada mais básico do que ouvir a categoria. A recusa não pode ser aceita”, pontuou.

A bancada do PSOL também manifestou apoio ao movimento. Matheus Gomes ressaltou que o Poder Judiciário já decretou a legalidade da greve e que todos os requisitos estão sendo cumpridos pelos grevistas. Já Luciana Genro anunciou que levará ao Ministério Público a questão do não cumprimento da Lei 15.326/2026 pela prefeitura de Canoas.

Escola Frei Velloso
Na sequência, uma comitiva de professores e pais de alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Frei Velloso, de Gravataí, denunciou o atraso na reforma do prédio da instituição, que sofreu um incêndio em dezembro de 2024. Eles participaram do encontro a convite da presidente da comissão.

Integrante do Conselho de Pais, Clarisse Rodrigues revelou que o incêndio ocorreu dia 3 de dezembro, e a remoção dos escombros levou oito meses. Além disso, o material didático queimado não foi reposto, e o esgoto estourou em outubro do ano passado sem que nada fosse feito até agora para resolver o problema.

Segundo ela, há verba para a reconstrução da escola, faltando apenas a assinatura para o início das obras. Clarissa disse ainda que a situação dos banheiros é precária, colocando em risco alunos e servidores.

Também integrante do Conselho de Pais, Cristiane Duarte afirmou que, no ano passado, a secretária de Educação, Raquel Teixeira, em reunião com a comunidade, anunciou a construção de duas salas até agosto de 2025, o que não ocorreu. Ela teme pelo futuro da instituição que tinha 741 alunos e agora tem pouco mais de 400. “Se nada for feito, nossa escola será interditada por causa das condições dos banheiros”, apontou.

Patrícia Alba anunciou que irá encaminhar as reinvindicações da comunidade ao governo do estado.

Fonte: Assembleia Legislativa de RS

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