O mercado brasileiro de milho encerrou a semana com negociações travadas e pouca fluidez nos negócios, refletindo incertezas climáticas, retração dos produtores e pressão cambial sobre as exportações. Segundo a Safras Consultoria, preocupações com tempo mais seco em Goiás e Minas Gerais levaram produtores a segurar novas fixações de venda, reduzindo a oferta disponível. O movimento ocorre em momento decisivo para a safrinha, deixando compradores e vendedores cautelosos.
Enquanto produtores de Goiás e Minas Gerais se retraem, estados como São Paulo e Paraná registraram aumento de oferta, mas o mercado segue sem grande movimentação. Consumidores continuam pouco ativos, limitando pressões baixistas sobre as cotações internas. O dólar enfraquecido reduziu a competitividade do milho no mercado externo, diminuindo a paridade de exportação nos portos. Internacionalmente, os preços perderam força na Bolsa de Chicago, acompanhando a queda do petróleo e avanços diplomáticos no Oriente Médio.
As atenções se voltam para o relatório de oferta e demanda de maio do USDA, que trará projeções para a safra 2026/27 e pode influenciar as cotações internacionais. O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 62,42 em 7 de maio, queda de 0,70% ante a semana anterior. Em Cascavel (PR), a saca caiu 1,59% para R$ 62,00; em Campinas (SP), ficou estável em R$ 70,00. Em Rondonópolis (MT), recuou 1,89% para R$ 52,00; em Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG), caiu 3,33% para R$ 58,00. Erechim (RS) manteve R$ 68,00.
Apesar da lentidão interna, as exportações de milho cresceram em abril. A receita somou US$ 120,813 milhões, com volume de 473,875 mil toneladas e preço médio de US$ 254,90/t. Na comparação com abril de 2025, houve alta de 149% no valor médio diário exportado e 165,7% no volume, enquanto o preço médio caiu 6,3%.
Fonte: Portal do Agronegócio


















