Imagine fechar os olhos e ouvir apenas o ritmo das ondas, o sussurro do vento nos coqueiros e o canto distante de um pássaro. Agora, imagine abrir os olhos e ver uma faixa de areia dourada só para você, banhada por um mar de tons que variam do azul-turquesa ao verde-esmeralda. Essa cena não é um sonho distante, mas um convite escondido ao longo da costa catarinense para quem busca sossego.
Longe das cadeiras de praia enfileiradas e do som alto, existe uma outra Santa Catarina, que se revela em trilhas pela Mata Atlântica e em pequenos passeios de barco. Um lugar onde a recompensa é a paz, o silêncio e uma conexão profunda com a natureza em seu estado mais puro.
Onde a Mata Atlântica beija o mar esmeralda
A beleza desses paraísos não está apenas na areia e no mar, mas na jornada que leva até eles. Cada passo na trilha ou minuto navegando aumenta a expectativa e torna a chegada ainda mais espetacular. Conheça algumas opções:
- Lagoinha do Leste (Florianópolis): Considerada por muitos a praia mais selvagem da Ilha da Magia. O acesso principal é por trilhas de intensidade média (1 a 2 horas de caminhada), que presenteiam com vistas panorâmicas. A recompensa é uma praia extensa com uma lagoa de água doce que encontra o mar.
- Praia do Tinguá (Governador Celso Ramos): Um pequeno pedaço do Caribe em Santa Catarina. Acessível por trilha mais longa ou, mais facilmente, por barcos que partem da Praia de Cima. Suas águas cristalinas permitem ver peixes nadando aos pés.
- Praia Vermelha (Penha): Escondida entre costões rochosos, encanta pelo contraste da areia com as pedras avermelhadas e a vegetação exuberante. O acesso é por trilha curta e íngreme, valendo a pena pela exclusividade.
A jornada é tão mágica quanto o destino
A experiência vai além de um dia de sol. É sobre aventura, superação e reconexão. Troque o barulho da cidade pelo som da natureza e a pressa pela calma da contemplação. Abrace as trilhas como imersão, converse com locais para descobrir segredos, prepare um piquenique e desconecte-se para se conectar.
Seu manual para encontrar o paraíso perdido
Fugir do óbvio é simples: não exige equipamentos caros, apenas vontade de explorar e planejamento. A melhor época para tranquilidade é fora da alta temporada (evite dezembro a fevereiro); prefira outono (março a maio) e primavera (setembro a novembro). Leve água, lanches, protetor solar, repelente, chapéu e um saco para lixo. Para trilhas, calçado confortável é essencial.
Fonte: Jovem Pan


















