A área cultivada com milho segunda safra no Brasil deve crescer no ciclo 2025/26 para 18,3 milhões de hectares, alta de 1,5% ante o ciclo anterior, segundo levantamento da Agroconsult. No entanto, a produção estimada de 112,1 milhões de toneladas representa queda de 9,5% em relação ao recorde de 123,9 milhões de toneladas colhidas em 2024/25.
O excesso de chuvas entre fevereiro e março atrasou a colheita da soja e a semeadura do milho safrinha em várias regiões, elevando o risco climático. Em Goiás, 46% das lavouras foram implantadas fora da janela ideal. Já em Mato Grosso, 95% das áreas foram semeadas no período de baixo risco.
A falta de chuvas em abril também preocupa, com até 30 dias sem precipitações em regiões de plantio tardio. Em Goiás, apenas 39% das lavouras mantêm alto potencial produtivo, contra 62% no ano passado. Em Mato Grosso do Sul, o índice caiu de 53% para 39%, e em Minas Gerais, de 46% para 25%. Mato Grosso se destaca com 80% das áreas em alto potencial.
O rendimento médio nacional deve cair de 114,4 para 101,9 sacas por hectare. Quase todos os estados devem ter retração, exceto São Paulo. A consultoria ressalta que a safra 2024/25 foi uma das melhores da história. As chuvas de maio serão decisivas para a recuperação parcial das lavouras, e o Rally da Safra continuará monitorando o campo até junho.
Fonte: Portal do Agronegócio























