A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA, desacelerou para 0,67% em abril, ante 0,88% em março. O resultado veio ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, de 0,69%. Em 12 meses, o índice acumula 4,39%, dentro do intervalo da meta de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
O grupo Alimentação e Bebidas foi o principal responsável pela pressão, com alta de 1,34% e impacto de 0,29 ponto percentual no índice geral. Destaque para o leite longa vida (13,66%), carnes (1,59%) e itens como cenoura (26,63%) e cebola (11,76%). Segundo Fernando Gonçalves, analista do IBGE, a alta dos alimentos reflete a redução de pasto no período seco e o aumento do frete devido ao diesel mais caro.
O grupo Transportes subiu apenas 0,06%, mas a gasolina avançou 1,86%, influenciada pelo conflito no Oriente Médio. O óleo diesel subiu 4,46%. Por outro lado, as passagens aéreas caíram 14,45%, aliviando o índice, embora a coleta de preços ainda não capte o recente aumento do querosene de aviação.
Na Habitação, a conta de luz subiu 0,72% e o gás de botijão, 3,74%. O índice de difusão ficou em 65%, indicando que a alta de preços está menos espalhada que em março (67%).
Fonte: Agência Brasil


























