A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou, na manhã desta terça-feira (12), o Projeto de Lei (PL) 147/2026, que institui o Dia Estadual do Bombeiro Comunitário, a ser comemorado anualmente em 4 de abril. A proposta segue agora para votação em Plenário.
De autoria do deputado Alex Brasil (PL), o projeto reconhece o trabalho voluntário dos bombeiros comunitários, que são formados e treinados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC). Esses profissionais atuam como reforço em ações de combate a incêndios, busca e salvamento e atendimentos pré-hospitalares.
Outro destaque da reunião foi a participação de Edson Nascimento Borges, representante do Centro Comunitário de Segurança de Joinville (CCSJ). Ele apresentou o trabalho da entidade no enfrentamento à violência e na promoção da segurança pública na cidade. A integração entre forças de segurança, setor empresarial e comunidade foi o centro de sua fala.
Segundo Borges, a atuação conjunta entre inteligência de Estado, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e segurança empresarial tem sido essencial para prevenir a criminalidade e proteger a maior cidade catarinense. A apresentação ocorreu em cumprimento ao Requerimento de Convocação (RCC) 228/2025, de autoria do deputado Sargento Lima (PL), aprovado pela comissão em julho do ano passado.
Borges destacou que Joinville está se consolidando como referência nacional em segurança pública. O município foi reconhecido como a terceira cidade mais segura do Brasil entre aquelas com 500 mil a 1 milhão de habitantes, segundo o Anuário 2025 Cidades Mais Seguras do Brasil. Os avanços, segundo ele, são fruto do fortalecimento de ações preventivas, da integração institucional e de investimentos em tecnologia.
Atualmente, o CCSJ reúne empresas, gestores de segurança privada e órgãos públicos em um trabalho permanente de cooperação voltado à segurança pública e empresarial. Entre as iniciativas estão a ampliação do monitoramento urbano, com mais de 340 novas câmeras pelo programa “Joinville Sempre Alerta”, e a avaliação do aplicativo “Joinville Segura” para possível implementação em nível estadual. O trabalho também conta com apoio do Grupo de Ação de Ordem Pública (Gaop), que foca em operações de presença, monitoramento de áreas críticas e ações de segurança no trânsito.
Ao abrir a reunião, o deputado Sargento Lima ressaltou a relevância estratégica de Joinville para Santa Catarina e defendeu o enfrentamento integrado da criminalidade em todas as regiões. “Os problemas de segurança pública de Joinville refletem em outras cidades catarinenses. Isso precisa ser combatido em conjunto”, afirmou. O parlamentar também destacou a trajetória do CCSJ, que se aproxima de cinco décadas de atuação voluntária em defesa da segurança pública, e as ações da Bancada do Norte da Alesc em prol das demandas da região.
Em seu pronunciamento, Edson Borges lembrou a origem da entidade, criada em 1977 durante uma onda de incêndios criminosos em Joinville. Na época, empresas e forças de segurança passaram a compartilhar informações e estratégias de prevenção diante da insegurança que afetava comércios, indústrias, escolas e igrejas. “Foi um movimento de união entre empresas e órgãos de segurança para enfrentar a criminalidade de forma organizada e colaborativa”, disse.
Atualmente, o CCSJ realiza reuniões mensais e é composto por representantes de grandes empresas, profissionais de segurança privada e integrantes das forças de segurança pública, consolidando-se como um dos principais exemplos de integração comunitária voltada à segurança em Santa Catarina. Os deputados da Bancada do Norte convidados também manifestaram apoio ao trabalho. Participaram os deputados Matheus Cadorin (Novo), Rodrigo Fachini (Podemos), Mauricio Peixer (PL), Fernando Krelling (MDB) e Marcos da Rosa (PL).
Fonte: Assembleia SC























