O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quarta-feira (19/8) que a decisão do governo federal de negar vistos a oficiais dos Estados Unidos, que planejavam uma missão no Brasil para questionar o sistema eleitoral, é uma questão de natureza política e diplomática.
Em rápida declaração a jornalistas, após participar da abertura do evento Esfera Fórum Saúde, Mendes afirmou: “A mim parece que esta é uma questão política diplomática”. O ministro não aprofundou o comentário, limitando-se a essa avaliação.
O pedido de entrada dos representantes norte-americanos foi protocolado no Consulado dos EUA em Washington no dia 20 de julho. A delegação seria composta por Riley M. Barnes, secretário de Estado adjunto para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL) do Departamento de Estado, e Samuel D. Samson, subsecretário adjunto do DRL.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, os funcionários americanos haviam informado que pretendiam se encontrar com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e com “autoridades eleitorais” para discutir temas como liberdade de expressão e o processo eleitoral brasileiro.
Já o jornal The Washington Post revelou que a missão, articulada pela gestão de Donald Trump, tinha como objetivo semear dúvidas sobre a credibilidade das eleições no Brasil. A ação ocorre em meio a questionamentos feitos por Flávio Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas.
Em julho, o então senador eleito pelo Rio de Janeiro, em encontro com diplomatas, colocou em xeque a confiabilidade do sistema eletrônico de votação. Flávio chegou a afirmar que as urnas brasileiras teriam a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic, que, segundo relatório da CIA, estaria envolvida em suposto esquema de fraude nas eleições da Venezuela em 2012. As alegações já foram desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em oportunidades anteriores.
Fonte: Metrópoles


























