Uma iniciativa desenvolvida em Araranguá, no sul de Santa Catarina, tem como objetivo facilitar a volta ao convívio social de pessoas que deixaram o sistema prisional. O Projeto Recomeçar aposta na oferta de ocupação profissional e na abertura de novas perspectivas como caminho para essa reintegração.
A proposta parte do princípio de que a ressocialização não beneficia apenas o indivíduo, mas também ajuda a evitar que ele volte a cometer crimes, refletindo de forma positiva nos índices de segurança da comunidade.
Para participar do programa, o interessado precisa atender a uma série de exigências previstas na lei. A seleção leva em conta o tempo de pena já cumprido, a trajetória do reeducando e seu comportamento durante o período de detenção.
Também entram na avaliação a participação em atividades educacionais, como estudos e cursos, além do envolvimento em trabalhos realizados enquanto a pena estava sendo cumprida.
Depois de selecionados, os participantes são acompanhados de perto durante todo o desenvolvimento das tarefas. Há controle de presença, monitoramento da conduta e verificação do cumprimento das normas estabelecidas pelo projeto.
As funções desempenhadas estão voltadas a serviços de utilidade coletiva, como a manutenção de praças, a limpeza e a conservação de áreas públicas, além de ações de zeladoria urbana.
Um convênio firmado entre a Prefeitura de Araranguá e a Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social (SEJURI) garante que os reeducandos recebam o salário mínimo nacional em vigor pela atividade prestada, conforme determina a legislação.
O valor pago tem destinação específica, sendo aplicado em itens como auxílio à família do participante, formação de pecúlio e devolução de valores ao Estado.
Além de representar uma chance concreta de trabalho e de reconstrução da vida, o projeto pretende trazer benefícios diretos para o município, unindo reintegração social, senso de responsabilidade e reforço da segurança pública.
Fonte: Pref. de Araranguá


























