Mensagens revelam tensão entre Gilmar Mendes, Fux e Nunes
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CHANTAGEM SUPREMAMensagens revelam tensão entre Gilmar Mendes, Fux e Nunes Marques antes de sessão no STF

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Mensagens trocadas entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques na semana passada revelaram um clima de hostilidade nos bastidores da Corte. Os diálogos vieram a público inicialmente pelo portal Metrópoles e foram confirmados pela colunista Andréia Sadi, do g1.

O conteúdo das conversas antecedeu a sessão desta terça-feira (15) que discutiria a possível abertura de investigação sobre a suposta ligação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Uma das mensagens atribuídas a Gilmar Mendes direcionada a Nunes Marques dizia: “Assumam que estão ferrados”. A frase, segundo relatos, foi um dos pontos de atrito entre os magistrados.

Nunes Marques teria respondido exigindo respeito: “Me respeite, Gilmar. Isso não é postura”. Ainda conforme as mensagens, Gilmar teria retrucado pedindo que o colega deixasse o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na sessão do STF, Nunes Marques declarou-se impedido de votar e se retirou do plenário, fato que ocorreu após a troca de mensagens.

Já na conversa com Luiz Fux, Gilmar Mendes teria criticado a atuação de André Mendonça, afirmando que ela revelava “qualquer coisa, menos postura institucional”. A insatisfação estaria relacionada à velocidade com que pedidos da Polícia Federal são analisados quando envolvem aliados do governo Lula.

As mensagens também mostram uma resposta de Fux a Gilmar: “Gilmar, você deve dizer ‘espero que não se repita pra quem você quiser’. Pra cima de mim não. Ninguém nesse mundo diz pra mim como agir. Boa noite por ora”.

Em outro trecho, Gilmar teria dito: “Fux, soh cuide de atuar como Presidente da turma”, ao que Fux rebateu: “Bom Dia. Cuide de não encher meu saco!”.

O julgamento no STF teve origem em informações colhidas pela PF durante investigação do Banco Master. O relatório do órgão apontou contatos entre Moraes e Vorcaro e analisou um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o banco e o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes.

A questão central era definir se existem elementos que justifiquem a abertura de uma investigação específica contra Moraes. Contudo, a sessão terminou sem conclusão após pedido de vista do ministro Flávio Dino, que suspendeu o julgamento.

O episódio também ocorreu na mesma semana em que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foi afastado do cargo por decisão de André Mendonça, fato que adicionou ainda mais tensão ao ambiente.

Fonte: NSC Total

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