O grupo Dazaranha retornou ao Sul de Santa Catarina na última sexta-feira (25) para uma apresentação que uniu duas comemorações de 35 anos. Antes de subir ao palco da CocalFest, em Cocal do Sul, os músicos concederam entrevista à imprensa e relembraram a caminhada iniciada em 1991, ressaltando o apoio fundamental do público local para a projeção nacional da banda.
Durante o bate-papo, o vocalista Moriel Costa falou sobre o significado de voltar à região após tantas passagens. “Acredito que seja um momento de celebrarmos nossa identidade musical. O Dazaranha ganhou grande impulso em Santa Catarina e no Sul do Brasil partindo daqui”, declarou.
Conforme o cantor, as cidades do Sul catarinense abriram portas para o grupo ainda nos primeiros anos de carreira. Essa conexão, segundo ele, permanece forte e continua trazendo a banda de volta aos palcos locais depois de mais de três décadas.
“O Dazaranha é o que é graças às cidades catarinenses, especialmente as do Sul, que nos acolheram e apostaram em uma banda de Santa Catarina”, afirmou Moriel.
Apesar da longa estrada, a ansiedade antes dos shows ainda é constante. O vocalista revelou que o nervosismo faz parte da vontade de se apresentar. “É sempre um frio na barriga. Quando não estamos ansiosos para presentear o público com alegria e música, é sinal de que algo está errado. Agora vocês nos pegam nesse momento de adrenalina, com muita vontade de entrar no palco para fazer as pessoas comemorarem e celebrarem a vida”, contou.
Moriel também elogiou a estrutura da CocalFest. A banda foi recebida pelo prefeito Ademir Magagnin antes do show. “É um orgulho enorme. A estrutura é magnífica, com um palco imenso, iluminação e sonorização de primeira qualidade. Só temos a agradecer”, comentou.
Uma coincidência marcou a coletiva: o Dazaranha completa 35 anos de trajetória em 2026, mesmo ano em que Cocal do Sul celebra 35 anos de emancipação político-administrativa, comemorados neste sábado (26), um dia após a apresentação. Moriel brincou com a situação. “Quando Cocal do Sul nasceu, o Dazaranha também surgiu. Estamos completando 35 anos juntos. Ou seja, houve uma mistura. Os astros estão alinhados”, disse.
Após a entrevista, o Dazaranha encontrou a Rua Coberta lotada para o show que encerrou a noite. De acordo com a organização, mais de 10 mil pessoas circularam pela CocalFest ao longo da sexta-feira.
O movimento começou cedo, à tarde, com cerca de 800 idosos de Cocal do Sul e de municípios vizinhos participando do Baile da Saudade, que contou com música e dança. No início da noite, prefeitos da Amrec se reuniram no Museu de Cocal do Sul para debater pautas da Região Carbonífera. Em seguida, os gestores foram à Rua Coberta para a abertura oficial da XIII CocalFest e da II Festa do Colono e do Caminhoneiro.
A programação prossegue neste sábado, quando Cocal do Sul comemora seus 35 anos de emancipação. As atividades começam pela manhã, com a maior minestra, apresentações musicais, missa de aniversário e, às 23h30, o show nacional de Lucas Lucco. No domingo (27), o Tchê Barbaridade encerra a CocalFest.
Fonte: Sul in Foco


























