Oposição coleta assinaturas para CPMI sobre Lulinha e
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APURAÇÃOOposição coleta assinaturas para CPMI sobre Lulinha e Luchsinger

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A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) estão empenhadas na coleta de assinaturas para viabilizar a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a apurar indícios de tráfico de influência, corrupção e favorecimento ilícito que envolveriam Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger.

O requerimento foi protocolado no último sábado, 17, pela deputada Coronel Fernanda, logo após Luchsinger conceder entrevista à CNN Brasil na qual relatou supostos encontros do filho do presidente Lula (PT) com ministros do governo federal.

Para que o pedido possa ser formalmente apresentado, são necessárias as assinaturas de no mínimo 171 deputados federais e 27 senadores.

De acordo com o documento, a CPMI seria composta por 15 deputados e 15 senadores, com prazo de funcionamento de 90 dias, prorrogável. As despesas estimadas para os trabalhos são de R$ 100 mil.

Na justificativa, a deputada afirma que as declarações públicas da empresária e lobista Roberta Luchsinger, feitas à CNN Brasil em 17 de outubro de 2026, trouxeram novos elementos que justificam o aprofundamento da fiscalização parlamentar sobre possíveis relações entre interesses privados e agentes da Administração Pública Federal.

Segundo Fernanda, Luchsinger declarou que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teria participado de reuniões com ministros do governo federal e relatou seu próprio envolvimento em discussões relacionadas a políticas públicas, especialmente no setor de medicamentos à base de canabidiol.

A empresária também manifestou intenção de colaborar com as investigações em andamento. A deputada ressalta que o objetivo da comissão não é presumir a prática de ilícitos por qualquer pessoa, mas apurar a existência de fatos, relações, atos administrativos e eventuais fluxos financeiros que possam indicar irregularidades na interlocução entre particulares e agentes públicos.

Para a parlamentar, as declarações ganham relevância diante das investigações sobre irregularidades no INSS, nas quais Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva foram mencionados no contexto de apurações sobre suspeitas de tráfico de influência e outras condutas.

Além disso, conforme a congressista, é necessário esclarecer se houve reuniões, viagens, contatos institucionais ou privados e interlocuções entre particulares e integrantes do alto escalão do governo federal para tratar de políticas públicas, programas governamentais, decisões regulatórias, contratos, autorizações, benefícios ou outras medidas administrativas.

Também é preciso verificar se esses contatos observaram as normas legais e os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência previstos na Constituição.

Assim como uma CPI, a CPMI possui poderes de investigação equivalentes aos das autoridades judiciais, podendo determinar diligências, ouvir indiciados e inquirir testemunhas.

Até o momento, o requerimento conta com a autoria de Coronel Fernanda e a coautoria de dez deputados: Mendonça Filho, Capitão Augusto, Rodolfo Nogueira, Sargento Fahur, Jefferson Campos, Dr. Flávio, Joaquim Passarinho, Ricardo Guidi, Nicoletti e Luiz Lima. Entre os senadores, subscrevem Damares Alves, Sargento Reginauro, Sergio Moro, Marcos Rogério e Roberta Acioly.

Além disso, 18 parlamentares já assinaram como subscritores: Eros Biondini, Ismael, Sóstenes Cavalcante, Bia Kicis, Zé Trovão, Rosangela Moro, Delegado Caveira, Itamar Paim, Lucio Mosquini, General Girão, Mauricio Marcon, Pr. Marco Feliciano, Coronel Assis, Evair Vieira de Melo, Carlos Jordy, Caroline de Toni, Magda Mofatto e Vermelho.

Fonte: O Antagonista

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