A fé das famílias exige respeito e critérios transparentes do Estado - XM News
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EDITORIAL | FÉ E LIBERDADEA fé das famílias exige respeito e critérios transparentes do Estado

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Para uma família cristã, transmitir a fé aos filhos é uma responsabilidade que nenhuma burocracia pode assumir em seu lugar. O Estado deve proteger a infância e respeitar a liberdade religiosa. A classificação dos desenhos bíblicos da Record exige explicações públicas à altura dessa obrigação. Caso contrário é CENSURA RELIGIOSA!

Quais cenas justificaram a faixa de 12 anos? O contexto narrativo foi considerado? Os mesmos critérios são aplicados a outras animações? A resposta precisa ser técnica, verificável e acessível aos pais. A crença religiosa não pode funcionar como agravante disfarçado.

A mesma prudência em zelar pelo conteúdo exibido as crianças, encontra uma discrepáncia.

O livro “Enquanto o Sono não vem”, um livro de contos infantojuvenis escrito por José Mauro Brant, com ilustrações de Ana Maria Moura, publicado pela Editora Rocco em 2003, foi selecionado no PNLD/Pnaic em 2014 e distribuído a turmas em alfabetização (de primerio ao terceiro ano – crianças de seis a oito anos).

Um de seus contos aborda o desejo de um rei de casar com a filha e tornar a mãe dela sua escrava. Como ele rejeita a situação ele a tranca em uma torre e ela é mantida sob severo castigo e proibida de beber água (sendo alimentada apenas com carne salgada), até sua morte. Tem violência maior que essa além do incesto? É legítimo questionar a adequação dessa escolha para crianças de seis a oito anos?

A cronologia importa: após questionamentos de pais e professores, em junho de 2017, o MEC mandou recolher 93 mil exemplares das escolas e destiná-los a bibliotecas (mas os livros continuam lá).

O contraste exige coerência na proteção infantil. Também cabe discutir criticamente a influência de Paulo Freire e de Pedagogia do Oprimido na educação. Essa discussão, porém, não demonstra que o educador tenha orientado a escolha do livro ou a decisão sobre a Record.

Isso é marxismo cultural, usado como arma para a desconstrução da fé. Não é fats que consolidem isso, mas essa é a prática. Dar ares de normalidade e de evolução, escondendo o objetivo de alienação cultural e desestruturação familiar.

Nossa posição é firme: qualquer uso da classificação para constranger a fé deve ser combatido. A indicação etária não proibiu crianças de conhecer a Bíblia. Cabe cobrar o parecer, contestar eventuais excessos e defender a autonomia das famílias. Proteção infantil não pode servir de pretexto para censura religiosa e descontrução dasociedade em nome do Poder Absoluto.

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