Criciúma busca novo patrocinador máster com possível saída
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SEM BETsCriciúma busca novo patrocinador máster com possível saída de bets

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O Criciúma está se antecipando a um possível impacto financeiro com a medida provisória que veta as apostas esportivas no país. A diretoria do clube já iniciou conversas para encontrar um novo patrocinador para o espaço máster da camisa, caso a Bolsa de Aposta precise deixar o uniforme.

A Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada pelo governo federal na última quinta-feira (25), estabelece a proibição de publicidade, propaganda, marketing e patrocínio relacionados a apostas de quota fixa. A regra impede imediatamente a contratação de novos patrocínios do setor. Para os contratos já existentes, foi estipulado um prazo de dez dias para a retirada de materiais e sinais de patrocínio, permitindo que as marcas permaneçam até 5 de outubro. A partir de 6 de outubro, os uniformes não poderão mais exibir essas marcas, se a medida continuar em vigor.

É esse prazo que mantém o Criciúma em alerta. A Bolsa de Aposta é a patrocinadora máster do time e tem contrato até o fim de 2026, com opção de renovação por mais duas temporadas. A parceria inclui exposição da marca não só na camisa, mas também no Centro de Treinamento Antenor Angeloni e no estádio Heriberto Hülse.

Diante da possibilidade de ter que remover a marca, o Tigre já analisa opções no mercado. A informação foi confirmada pelo presidente Pedro Paulo Canella ao SulinFoco. O clube considera a hipótese de buscar outro patrocinador para ocupar o principal espaço comercial do uniforme, caso a proibição seja confirmada.

No entanto, o cenário ainda é incerto. A MP tem força de lei desde a publicação, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para continuar válida. Além disso, entidades que representam o setor de apostas entraram com ações no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a medida.

Enquanto isso, o Criciúma monitora os desdobramentos jurídicos e políticos e age preventivamente para não deixar vazio o espaço mais valorizado da camisa na reta final da Série B. A preocupação não é exclusiva do Tigre: clubes de todo o país debatem os efeitos da proibição, uma vez que as empresas de apostas se tornaram patrocinadoras relevantes do futebol brasileiro nos últimos anos.

Fonte: Sul in Foco

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