Os cerca de 150 ocupantes do cruzeiro Hondius, que sofreu um surto de hantavírus, começaram a desembarcar neste domingo (10) no porto de Granadilla, na ilha espanhola de Tenerife. A operação de evacuação para seus países será concluída na segunda-feira. Os passageiros, vestidos com trajes de proteção, desceram em pequenos grupos da embarcação, que partiu em 1º de abril da Argentina antes do surto que matou três passageiros.
Os primeiros a sair foram os 14 espanhóis, levados ao aeroporto de Tenerife Sul em ônibus da Unidade Militar de Emergência (UME), com barreira profilática separando o motorista. No aeroporto, trocaram os trajes e foram desinfetados antes de voar para Madri, onde cumprirão quarentena em hospital militar. O mesmo ocorrerá com outros passageiros e tripulantes. Neste domingo, há voos previstos para Países Baixos, Canadá, Turquia, França, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos. O último voo, para a Austrália, será na segunda-feira.
Antes da evacuação, equipes médicas avaliaram os passageiros, que seguem assintomáticos. O governo espanhol garantiu “todas as garantias de saúde pública”. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, enfatizou: “Isto não é outra covid. O risco atual para a saúde pública derivado do hantavírus continua sendo baixo”. A OMS registra seis casos confirmados entre oito suspeitos, incluindo um casal holandês e uma alemã mortos.
Após a operação, o Hondius viajará com tripulação essencial e o cadáver de uma vítima para sua base nos Países Baixos, onde será desinfetado. O navio permanece fundeado, sem atracar, por pedido das autoridades regionais das Canárias, que se opuseram. O presidente das Canárias, Fernando Clavijo, disse: “Com minha autorização, não vou colocar a população em perigo”. Já o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, agradeceu às Canárias por permitirem a atracação.
Fonte: Jovem Pan


















