Escolas de Criciúma recebem biodigestores para transformar
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EDUCAÇÃOEscolas de Criciúma recebem biodigestores para transformar resíduos em energia

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Nesta terça-feira (6), as escolas municipais Giácomo Burigo e Filho do Mineiro, em Criciúma, foram contempladas com biodigestores destinados a converter resíduos orgânicos provenientes da alimentação escolar em biogás. A entrega dos equipamentos ocorreu em duas solenidades organizadas pela Prefeitura de Criciúma, por meio da Secretaria Municipal de Educação, em conjunto com a Plasson do Brasil. Os eventos marcaram a implementação do Programa Municipal de Educação Socioambiental Continuada, política pública custeada por recursos privados e inédita em Santa Catarina.

O programa tem como objetivo converter as escolas em polos permanentes de educação ambiental, proporcionando vantagens mensuráveis ao município e equacionando parte do problema da gestão de resíduos orgânicos com custo reduzido.

O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, ressaltou a relevância da ação para a conscientização ambiental na cidade. “Estamos transformando resíduos em energia e, simultaneamente, colaborando para formar uma geração mais atenta aos cuidados com o meio ambiente e à destinação adequada dos resíduos. É uma iniciativa que agrega educação, inovação e responsabilidade ambiental, gerando benefícios concretos para Criciúma e fortalecendo o aprendizado nas escolas municipais. A parceria com a iniciativa privada possibilita que tecnologias como o biodigestor cheguem aos nossos alunos e modifiquem a rotina escolar, e almejamos ver esse projeto se expandir por toda a cidade”, afirmou.

De acordo com informações do BioMovement, grupo responsável pela iniciativa, o Programa Municipal de Educação Socioambiental Continuada funciona segundo uma lógica de economia circular completa, na qual cada etapa alimenta a seguinte. Com o biodigestor doado por meio de uma parceria entre o projeto Nações Global e a Plasson do Brasil, uma única escola poderá processar 3,6 toneladas de resíduos, evitando a emissão de 7,2 toneladas de dióxido de carbono e gerando energia limpa equivalente a 30 botijões de gás. Além disso, o processo produzirá 7,2 mil litros de biofertilizantes e 60 mudas para plantio comunitário.

A secretária municipal de Educação, Geovana Zanette, salientou que o projeto permite aos estudantes vivenciar na prática uma transformação que antes ficaria restrita aos livros. “Levar esse projeto para as escolas é uma maneira de aproximar os alunos de práticas que podem resolver desafios contemporâneos da nossa sociedade. Com o biodigestor, eles poderão compreender como os resíduos podem ser reaproveitados e qual é a responsabilidade de cada cidadão nesse processo. Mais do que ensinar sustentabilidade, queremos que os estudantes entendam as soluções disponíveis para os desafios atuais e, quem sabe, tenham ideias que possam solucionar problemas futuros”, destacou.

O programa da BioMovement também promove o engajamento da comunidade escolar, atingindo aproximadamente 300 estudantes por unidade de ensino. À medida que o número de escolas participantes cresce, aumentam também a redução das emissões de dióxido de carbono e a quantidade de resíduos que deixam de ser enviados aos aterros sanitários, sem a necessidade de investimento de recursos públicos.

“Sempre tivemos um olhar voltado para a sustentabilidade e, quando conhecemos o projeto dos biodigestores, entendemos que era uma grande oportunidade para conscientizar a sociedade sobre a preservação do meio ambiente e o descarte correto de resíduos. A partir daí, decidimos que era importante levar todo esse conhecimento para as escolas”, declarou a gerente financeira e de governança da Plasson do Brasil, Silvana De Mattia Marquardt.

A iniciativa está alinhada a compromissos ambientais, sociais e de governança (ESG) internacionais assumidos pelo Brasil.

Fonte: Pref. de Criciúma

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