A atividade econômica brasileira apresentou sinais majoritariamente positivos em abril, segundo análise do IGet. O destaque ficou para o setor de serviços às famílias, que manteve trajetória de crescimento, enquanto o varejo registrou desempenho misto, com variações entre segmentos e diferentes dinâmicas no consumo. O cenário reforça a leitura de uma economia em fase de ajuste, influenciada pela política monetária ainda contracionista e por uma nova rodada de estímulos fiscais iniciada no primeiro trimestre de 2026.
O segmento de serviços prestados às famílias cresceu 1,9% na comparação mensal (m/m), registrando o segundo resultado positivo seguido. Apesar disso, o desempenho ainda não foi suficiente para compensar a forte queda observada em fevereiro. Na comparação anual, o indicador segue em retração de 1,0%. Entre os destaques positivos de abril estão: Alojamento e alimentação: +3,9% m/m; Outros serviços às famílias: +2,2% m/m. Ambos os segmentos registraram expansão, com recuperação após a queda do mês anterior.
Mesmo com dois meses consecutivos de alta, o setor de serviços ainda não conseguiu recompor as perdas de fevereiro. O desempenho sugere uma retomada gradual, sustentada principalmente pela resiliência do mercado de trabalho e pelos estímulos fiscais recentes. De acordo com a análise do indicador, esses fatores têm ajudado a sustentar a demanda, mesmo em um ambiente de crédito mais restritivo.
O varejo ampliado avançou 0,6% em abril, recuperando parte da queda registrada no mês anterior. Ainda assim, o setor mantém retração de 3,3% na comparação anual. Já o varejo restrito apresentou desempenho negativo, com recuo de 0,9% no mês e queda de 8,7% na comparação anual.
Dentro do varejo restrito, apenas dois segmentos registraram crescimento: Artigos farmacêuticos: +3,0% m/m; Móveis e eletrodomésticos: +2,4% m/m. Os demais setores apresentaram retração: Outros artigos de uso pessoal: -1,0% m/m; Vestuário: -1,4% m/m; Combustíveis: -1,8% m/m; Supermercados: -3,2% m/m. No varejo ampliado, o desempenho positivo foi impulsionado por: Materiais de construção: +2,3% m/m; Automóveis, partes e peças: +0,2% m/m.
A leitura do IGet indica sinais ainda conflitantes na economia brasileira. De um lado, a política monetária restritiva segue limitando a expansão do crédito e do consumo. De outro, medidas de estímulo fiscal começam a sustentar a atividade em alguns segmentos. A projeção aponta aceleração do PIB no primeiro trimestre de 2026, com possível arrefecimento no segundo trimestre, refletindo o balanço entre esses fatores.
Fonte: Portal do Agronegócio


























