A eliminação na Copa do Brasil provocou uma verdadeira crise no Internacional. A diretoria, que já vinha enfrentando desgaste com o desempenho irregular no Campeonato Brasileiro, agora corre para tentar evitar que a temporada acabe em frustração total. Nos bastidores do Beira-Rio, a avaliação interna é de que uma mudança no comando técnico pode ser necessária para reerguer a equipe.
Embora o presidente Alessandro Barcellos tenha confirmado a permanência do uruguaio Paulo Pezzolano para o duelo contra o Santos, marcado para este domingo (6), às 16h, no estádio Beira-Rio, a cúpula colorada não garante o futuro do treinador, sobretudo se o time voltar a tropeçar diante de sua torcida.
De acordo com o jornalista Alexandre Ernst, o nome mais forte para assumir o cargo em uma eventual troca é o de Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga. O ex-capitão da Seleção Brasileira, que estava presente na conquista do tetracampeonato mundial em 1994, conta com o respaldo de aliados políticos do clube e de integrantes da atual gestão.
Apesar de estar fora do mercado há cerca de dez anos, Dunga é visto internamente como uma figura capaz de impor respeito no vestiário e de suportar a pressão típica dos grandes clubes. A ideia é que ele atue como um ”apagador de incêndios”, protegendo os atletas das críticas e criando um ambiente mais estável para a equipe render melhor nos jogos decisivos.
Na lista de possíveis substitutos, não há apenas Dunga. O nome de Lisca também chegou a ser ventilado, mas sua cotação não avançou. O técnico, que tem boa relação com o coordenador técnico Abel Braga, aparece como uma alternativa secundária, de menor impacto midiático.
A preferência da diretoria, neste momento, é apostar em um perfil de liderança forte, e não necessariamente em alguém com trabalhos recentes de destaque. A avaliação é que o principal problema do Inter não é tático, mas sim emocional e de postura do grupo dentro de campo, o que justificaria a escolha por Dunga.
Em pronunciamento oficial após a derrota para o Grêmio, na Arena, Barcellos pediu desculpas à torcida pela eliminação e afirmou que Pezzolano seguirá no cargo para a partida contra o Santos. Ele classificou o confronto como ”um jogo de seis pontos”, reforçando a necessidade de vitória para o clube se manter na parte de cima da tabela.
Porém, em conversas privadas, os dirigentes evitam dar garantias. Caso o time não reaja diante do Santos, o ambiente pode ficar insustentável, e a diretoria já teria um plano para agir. A tendência é que a decisão seja tomada logo após a rodada, independentemente do resultado, se for constatado que não há mais clima para seguir.
Enquanto isso, a comissão técnica tenta manter o foco dos jogadores no duelo de domingo. A partida, válida pela 23ª rodada do Brasileirão, será uma espécie de teste de fogo para Pezzolano e para todo o elenco colorado, que precisa demonstrar reação imediata para não ver a crise se aprofundar ainda mais.
Fonte: NSC Total


























