Jorginho Mello lidera disputa pelo governo de SC; João
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PRIMEIRO TURNOJorginho Mello lidera disputa pelo governo de SC; João Rodrigues e Merisio empatam em segundo

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A corrida eleitoral em Santa Catarina tem um favorito claro, segundo levantamento divulgado nesta semana. O governador licenciado Jorginho Mello (PL) desponta na liderança isolada da disputa pelo Palácio Santa Catarina, enquanto a briga pela segunda colocação segue indefinida, com João Rodrigues (PSD) e Gelson Merisio (PSB) em situação de empate técnico.

Os números fazem parte de pesquisa AtlasIntel contratada pelo Grupo ND, que entrevistou 1.211 eleitores catarinenses entre os dias 4 e 9 de setembro. O estudo tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

Na pergunta estimulada, quando os nomes são apresentados aos entrevistados, Jorginho Mello soma 51,6% das intenções de voto. Na sequência aparecem João Rodrigues, com 18,5%, e Gelson Merisio, com 17,6%. Considerando a margem de erro, os dois estão tecnicamente empatados na disputa pela vaga no eventual segundo turno.

Mais atrás, Marcelo Brigadeiro (Missão) registra 2,9%, seguido por Professor Marcos Sudré (PSTU), com 1,1%, Laís Chaud (UP), com 0,8%, e Ralf Zimmer (PRD), com 0,4%. Votos brancos e nulos somam 2,2%, e 4,9% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar.

Quando o cálculo considera apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, Jorginho Mello amplia a vantagem e alcança 55,5%. João Rodrigues fica com 20% e Gelson Merisio com 18,9%. Nesse cenário, os três primeiros colocados também aparecem dentro da margem de erro nos percentuais que separam o primeiro e o segundo colocado.

A pesquisa também simulou cenários de segundo turno. No confronto direto com João Rodrigues, Jorginho Mello mantém ampla vantagem: 55,1% contra 32,4% do ex-prefeito de Chapecó. Se o adversário for Gelson Merisio, a diferença aumenta ainda mais: 62,6% a 24,2%.

Levando em conta somente os votos válidos nesses confrontos, Jorginho chega a 62,9% contra 37,1% de João Rodrigues. Diante de Merisio, a vantagem é ainda mais expressiva: 72,1% a 27,9%.

O levantamento testou ainda um segundo turno sem a presença de Jorginho Mello. Nesse cenário, João Rodrigues supera Gelson Merisio por 54,6% a 17,8%, enquanto 27,6% dos entrevistados optam por branco, nulo ou não sabem responder. Considerando apenas os votos válidos, a vantagem de João Rodrigues sobre Merisio chega a 75,3% contra 24,7%.

A avaliação positiva do governo ajuda a explicar o desempenho eleitoral do governador licenciado. Seis em cada dez catarinenses aprovam a administração de Jorginho Mello, enquanto 35% desaprovam e 5% não souberam responder. O saldo é positivo em 25 pontos percentuais.

Quando a pergunta deixa de ser sobre aprovação e passa a ser sobre avaliação, o resultado continua favorável: 55% consideram o governo ótimo ou bom, 22% avaliam como regular e 24% como ruim ou péssimo. Questionados diretamente se o governador merece um novo mandato, 55,5% disseram que sim, 39% responderam que não e 5,5% não souberam responder.

No quesito rejeição, Jorginho Mello ocupa uma faixa intermediária entre os principais nomes testados. 27,6% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. O índice é inferior ao de Gelson Merisio, que registra 32,2%, mas superior ao de João Rodrigues, com 15,2%.

A imagem pessoal do governador, por outro lado, é positiva: 60% dos entrevistados têm uma imagem positiva de Jorginho, contra 36% de avaliação negativa.

A pesquisa também revela que a boa avaliação do governo não elimina uma agenda de desafios para a próxima gestão. O acesso à saúde aparece como a principal preocupação dos catarinenses, citado por 29% dos entrevistados. Na sequência vêm violência contra a mulher (26,1%), infraestrutura, incluindo estradas, portos e aeroportos (22,8%), mobilidade (21,5%) e criminalidade (20,7%).

Outros temas também foram apontados: migração interestadual (19,9%), carga tributária e impostos (16,2%), habitação (16%), qualidade da educação (14,4%), inflação e preços altos (13,5%), saneamento (13,3%) e corrupção (11,8%).

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números SC-02036/2026 e BR-06230/2026.

Fonte: ND+

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