Um caso de suposta violência psicológica contra um menino de quatro anos mobilizou a Polícia Militar e a Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc). A denúncia foi registrada pela mãe após uma série de relatos de comportamento agressivo e falas ofensivas atribuídas a uma professora do CEI Urda Joana Joaquim, no bairro Progresso.
De acordo com o boletim de ocorrência, a criança frequenta a unidade em tempo integral desde os sete meses de idade. No entanto, a partir de meados de abril, os pais notaram alterações no comportamento do menino, que se tornou mais agressivo, voltou a usar fraldas e passou a resistir em ir para a escola.
Em conversa com a mãe, a criança teria revelado que uma professora costumava reclamar dele com frequência, usando termos como “chato” e “ninguém gosta de você”. A educadora também teria repreendido o menino após ele sujar o vaso sanitário, exigindo que ele mesmo limpasse o local e o próprio corpo.
Mesmo depois que a mãe procurou a direção da escola e registrou a queixa, o menino continuou apresentando sinais de estranhamento. Na última segunda-feira, durante a adaptação, a mãe levou o filho às 8h e voltou ao meio-dia para buscá-lo. Ao chegar na sala, encontrou a porta fechada e ouviu a criança dizendo repetidamente “não quero, não quero”. Em seguida, teria escutado a professora gritando com o menino, chamando-o de “insuportável”, “chato” e “mal-educado”, além de afirmar que não aguentava mais ouvir a voz dele.
A mãe relatou que as agressões verbais continuaram mesmo quando a professora percebeu sua presença. Ao chamar o filho para ir embora, a criança disse que queria continuar brincando, mas a professora ordenou que ele saísse da sala, alegando que ele estava “enchendo o saco”.
Diante do tom elevado, a mãe repreendeu a professora na frente de outras crianças, que foram acordadas pelos gritos. A diretora da unidade também presenciou a discussão e chamou a mãe para conversar.
Indignada, a mãe procurou o Conselho Tutelar, onde foi orientada a formalizar a denúncia na polícia. Ela também mencionou que as salas do CEI possuem câmeras de segurança, mas que, segundo a direção, apenas a Afasc tem acesso às imagens.
Procurada pela reportagem, a Afasc ainda não se manifestou sobre o caso. O espaço segue aberto para qualquer esclarecimento.
Fonte: TN Sul

























