GEOPOLÍTICAO que a China espera da visita de Trump?

Analistas apontam que Pequim busca resultados concretos no comércio e tentará evitar envolver-se profundamente nas tensões com o Irã.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem prevista uma visita à China nos dias 14 e 15 de maio, quando se reunirá com o presidente Xi Jinping. A seguir, os objetivos que Pequim poderia esperar alcançar.

O que a China quer? Analistas afirmam que Pequim buscará conquistas pequenas e concretas, mantendo-se “realista e pragmática” diante da imprevisibilidade de Trump. O desejo de uma retomada geral das relações é visto como improvável. A guerra comercial do ano passado, com tarifas americanas de até 145% sobre produtos chineses, levou a uma trégua de um ano em outubro. O objetivo básico de Pequim para a reunião será prorrogar esse acordo. “O que a China precisa é que Trump cumpra sua promessa de se comprometer com pelo menos alguns resultados concretos”, afirmou Yue Su, da Economist Intelligence Unit.

O que acontece com a guerra do Irã? O tema será difícil de evitar, mas analistas dizem que a China não está ansiosa para se envolver profundamente. Trump já aumentou a pressão ao mirar os laços econômicos chineses com Teerã, ameaçando tarifas de 50% caso a China forneça assistência militar ao Irã. Pequim classifica os bombardeios dos EUA e de Israel como ilegais, mas também criticou ataques iranianos e pediu a reabertura do Estreito de Ormuz. No entanto, a China não aceitará pressão para tomar medidas contra o Irã ou a Rússia, sobre os quais “pode ter alguma influência, mas não controle decisivo”.

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Cartas de negociação da China Uma das principais armas são as terras raras, metais cruciais para indústrias como smartphones e carros elétricos. O domínio chinês nesse setor é resultado de décadas de esforço. Trump demonstrou se importar muito com o assunto. A China pode oferecer “vitórias rápidas” antes da visita, como comprar mais produtos agrícolas americanos ou aviões da Boeing, na esperança de colocar Trump em um estado de espírito positivo para discutir temas mais espinhosos.

Como Pequim se preparou? A China se protegeu contra a instabilidade gerada por Trump por meio da diversificação do comércio para o sudeste asiático e o Sul Global, além de fortalecer laços regionais. Também aperfeiçoou seu conjunto de ferramentas econômicas para responder a possíveis pressões.

Fonte: Jovem Pan

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