Pescador captura tucunaré-azul de 68 cm e iguala recorde
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PESCARIAPescador captura tucunaré-azul de 68 cm e iguala recorde brasileiro

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O pescador esportivo Pedro Nascimento, de 33 anos, alcançou um feito notável ao capturar um tucunaré-azul (Cichla piquiti) medindo 68 centímetros. A pescaria ocorreu durante uma expedição no Rio Paranaíba, no município de Limeira do Oeste, em Minas Gerais.

A marca obtida por Pedro é suficiente para igualar o recorde brasileiro e mineiro absoluto masculino na categoria comprimento. A captura aconteceu em 15 de agosto de 2026, mas só ganhou destaque após a confirmação e divulgação do resultado pela BGFA Recordes, entidade responsável pela homologação.

O tucunaré-azul é uma espécie que chama atenção por suas características únicas. O nome científico Cichla piquiti tem origem no tupi-guarani e significa “listrado”, uma referência às faixas escuras que marcam o corpo do peixe.

Adultos da espécie apresentam cinco largas barras verticais escuras, traço utilizado por pesquisadores para identificar o tucunaré-azul. Além disso, como outros tucunarés, possuem um ocelo próximo à cauda — uma mancha circular que lembra a forma de um olho.

O tucunaré-azul pertence a um grupo de peixes predominantemente piscívoros, que se alimentam de outros peixes e também podem consumir invertebrados. Sua área de ocorrência natural abrange as bacias dos rios Tocantins e Araguaia, antes de a espécie se espalhar por outras regiões do país.

O Rio Araguaia faz parte da distribuição natural do tucunaré-azul, que posteriormente foi introduzido em outras bacias brasileiras. Atualmente, a espécie também é encontrada na Bacia do Paraná, onde se estabeleceu e se tornou alvo de pescadores esportivos.

Os tucunarés têm o hábito de construir ninhos e apresentam cuidado parental, comportamento em que os adultos permanecem envolvidos na proteção da prole. Essa característica foi fundamental para o sucesso da pescaria de Pedro.

No dia anterior à captura, o guia da expedição percebeu movimentação de tucunarés em uma área mais profunda do rio e indicou o local ao pescador. A orientação foi decisiva para o recorde. Ao chegar ao ponto, Pedro avistou um casal de tucunarés.

O primeiro arremesso resultou na captura da fêmea. Ciente de que o macho ainda estava por perto, o pescador lançou a isca novamente e conseguiu fisgar o peixe premiado, que mediu 68 centímetros. A pescaria seguiu o modelo esportivo de captura e soltura: após a medição, o tucunaré foi devolvido vivo à água.

Os dados da captura foram enviados à BGFA Recordes, que reconheceu oficialmente a marca. Com a homologação, Pedro passou a dividir o primeiro lugar nacional com Alexandre de Lião e Luiz Carlos Picardi Junior. A marca de 68 centímetros permanece intacta desde 2022.

Em suas redes sociais, Pedro descreveu a captura como um dos momentos mais marcantes de sua trajetória na pesca esportiva. Ele destacou a adrenalina durante a disputa com o animal e afirmou que a experiência representou a realização de um sonho dentro do esporte.

Fonte: NSC Total

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