Pesquisa revela vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula
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EVANGÉLICOS DECISIVOSPesquisa revela vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula entre evangélicos

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Uma nova pesquisa do BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira, 8, aponta diferença significativa entre os candidatos à Presidência no eleitorado evangélico. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 45% das intenções de voto nesse grupo, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) soma 27%, uma vantagem de 18 pontos percentuais para o senador.

No cenário geral da amostra, contudo, o quadro se inverte. Lula lidera com 39% das menções, contra 35% de Flávio. O terceiro colocado, Augusto Cury (Avante), registra 9%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 4%. Zema (Novo) tem 1% e outros candidatos somam 2%.

A distância entre os dois postulantes cresce ainda mais quando se simula um segundo turno entre eles. Entre os evangélicos, Flávio alcançaria 58% dos votos, contra 31% de Lula, uma diferença de 27 pontos percentuais. Na amostra completa, porém, o confronto é equilibrado: Flávio tem 46% e Lula, 45%, o que configura empate técnico, considerando a margem de erro.

No recorte por religião, os números revelam um contraste marcante. Entre católicos, Lula venceria no primeiro turno com 43% a 34% sobre Flávio. No grupo de outras religiões, o presidente também aparece à frente, com 47% a 27%. Já entre os que se declaram sem religião, a vantagem petista é ainda maior: 47% a 21%.

No segundo turno, a análise por segmento religioso mantém o padrão. Lula supera Flávio por 50% a 43% entre católicos e por 52% a 37% entre pessoas de outras crenças. No grupo sem religião, o petista chega a 51%, enquanto o senador fica com 32%. Esses números indicam que o apoio evangélico é decisivo para o desempenho de Flávio.

A pesquisa também destaca que, enquanto os evangélicos tendem a escolher Flávio, outros grupos religiosos demonstram preferência mais clara por Lula. Esse comportamento segmentado ajuda a explicar por que o presidente lidera no cenário geral do primeiro turno, mas perde força quando se analisa apenas o eleitorado evangélico.

No segundo turno, os que optam por votos brancos ou nulos somam 9% entre os evangélicos, e 2% não souberam ou não responderam. No total da amostra, esses percentuais são de 8% e 1%, respectivamente.

O estudo, décima terceira rodada do levantamento BTG/Nexus, ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é o número BR-06790/2026.

Os dados foram produzidos com auxílio de inteligência artificial e revisados por humanos, conforme nota metodológica divulgada junto com a pesquisa.

Fonte: Veja

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