PF faz nova operação contra garimpo ilegal em Terra
☀️ 17° Tubarão Céu limpo
Dom 🌦️ 20° 11°
Seg ☁️ 20° 9°
Ter ☁️ 20° 11°

OPERAÇÃO PAGODEPF faz nova operação contra garimpo ilegal em Terra Yanomami; Alexandre Pires é alvo

publicidade

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (23), uma nova fase da Operação Disco de Ouro, que apura crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e transações financeiras internacionais ilícitas. O cantor Alexandre Pires está entre os investigados.

De acordo com a corporação, a organização criminosa seria responsável por financiar e dar suporte logístico ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de sequestro de bens.

As investigações apontam que o grupo movimentou e ocultou mais de US$ 48 milhões por meio de empresas brasileiras e estrangeiras, contas de terceiros e mecanismos informais de compensação financeira. A estrutura criminosa pulverizava os recursos entre pessoas físicas e jurídicas para dificultar o rastreamento.

Segundo a PF, o objetivo das medidas é reunir novas provas, interromper as atividades ilícitas e recuperar ativos ligados à comercialização e exportação de minério com documentação falsa.

Esta é a segunda fase da Operação Disco de Ouro. A primeira ocorreu em dezembro de 2023, quando Alexandre Pires foi alvo de um mandado de busca e apreensão enquanto estava em um cruzeiro no litoral de Santos (SP).

Na ocasião, a Polícia Federal identificou transferências de pelo menos R$ 1 milhão de uma mineradora investigada para uma conta ligada ao artista. O empresário do cantor, Matheus Possebon, foi preso preventivamente após deixar o navio.

Além das movimentações bancárias, a rede de apoio ao garimpo contava com pilotos de aeronaves, postos de combustíveis e lojas de máquinas, conforme as apurações.

As investigações tiveram início em janeiro de 2022, quando a PF apreendeu cerca de 30 toneladas de cassiterita extraída da Terra Indígena Yanomami na sede de uma empresa. O minério estava preparado para ser enviado ao exterior.

A polícia descobriu que a organização usava documentação ideologicamente falsa para dar aparência de legalidade à matéria-prima. Declarava-se que a cassiterita vinha de um garimpo regular no Rio Tapajós, em Itaituba (PA), e passaria por tratamento em Roraima.

No entanto, a PF comprovou que a rota existia apenas no papel e que a extração ocorria diretamente em Roraima.

Em nota, a defesa de Alexandre Pires afirmou que a relação profissional com Matheus Possebon se limitava à intermediação da venda de shows do artista. “Não houve qualquer outra relação jurídica ou comercial entre Alexandre Pires e Matheus Possebon além daquela diretamente ligada à atividade artística do cantor”, diz o comunicado.

A defesa acrescentou que eventuais fatos investigados fora desse contexto dizem respeito exclusivamente a atos atribuídos ao empresário, praticados fora de sua atuação como intermediador. “O cantor segue com tranquilidade sua vida pessoal e profissional, confiante no esclarecimento dos fatos e certo de que a verdade será devidamente demonstrada.”

Na primeira fase da operação, os representantes de Alexandre Pires já haviam negado qualquer envolvimento com garimpo ou extração de minério e se disseram surpresos com a inclusão do nome do artista.

A Opus Entretenimento, empresa que gerenciava a carreira do cantor, declarou desconhecer atividades ilegais ligadas a parceiros ou colaboradores. A defesa de Matheus Possebon afirmou que a prisão decorreu de uma única transação financeira isolada com uma empresa com a qual ele não mantinha relação comercial.

Fonte: CNN Brasil

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe

publicidade