A Polícia Federal (PF), em colaboração com a Receita Federal e o Ministério Público Federal (MPF), deflagrou na manhã desta quinta-feira (7/5) duas operações simultâneas para desarticular um complexo esquema de fraudes tributárias que utilizava créditos fiscais falsos, conhecidos como “títulos podres”, para abater ou quitar irregularmente impostos federais.
As investigações apontam que a organização criminosa movimentou aproximadamente R$ 770 milhões em fraudes e atividades de lavagem de dinheiro, envolvendo empresas, consultorias tributárias, escritórios de advocacia e até servidores públicos.
As ações, batizadas de Operação Títulos Podres e Operação Consulesa – Fase 2, cumpriram um total de 79 mandados judiciais em 17 cidades nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão.
Conforme a PF, o grupo oferecia a empresários e prefeituras supostas “soluções tributárias”, prometendo reduzir ou eliminar dívidas fiscais por meio da aplicação de créditos fraudulentos. O esquema envolvia o uso de procurações eletrônicas, contas de terceiros e mecanismos sofisticados de dissimulação patrimonial, característicos da lavagem de dinheiro.
A Operação Consulesa – Fase 2 concentrou-se em 29 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, investigando desvios que superam R$ 670 milhões. Já a Operação Títulos Podres executou 40 mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária em localidades de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Maranhão.
Entre os alvos das operações estão pelo menos dez advogados, identificados como operadores-chave do esquema fraudulento. A Justiça Federal determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 32 milhões em bens e valores, visando garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
Cerca de 215 policiais federais e 43 auditores e analistas da Receita Federal participaram da ofensiva. O objetivo principal é interromper as atividades da organização criminosa, preservar provas, recuperar ativos desviados e aprofundar as investigações para identificar a totalidade dos envolvidos e a extensão das fraudes.
Fonte: Metrópoles


















