Primeiro caso de febre do Nilo em SC é confirmado em
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SAÚDEPrimeiro caso de febre do Nilo em SC é confirmado em Imbituba e termina em morte

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Santa Catarina registrou o primeiro caso oficial de febre do Nilo Ocidental em seu território. A confirmação partiu da Vigilância em Saúde estadual, que identificou a ocorrência em Imbituba, no litoral sul. A paciente, uma idosa de 77 anos, desenvolveu sintomas neurológicos e não resistiu, vindo a óbito.

Além desse caso, outra infecção foi confirmada na cidade de Caçador, no Meio-Oeste catarinense. Trata-se de um homem de 56 anos que, assim como a primeira vítima, possuía comorbidades e apresentou comprometimento neurológico. Ele chegou a ser hospitalizado, mas já recebeu alta e passa bem.

O superintendente de Vigilância em Saúde de Santa Catarina, Fábio Gaudenzi, esclarece que, embora o desfecho tenha sido trágico e os registros sejam inéditos no estado, as formas graves da doença são pouco comuns. Ele ressalta que a grande parcela das infecções não apresenta sintomas e que a progressão para quadros neurológicos severos ou óbito é considerada excepcional.

A idosa de Imbituba era portadora de doenças pré-existentes, como hipertensão e diabetes, condições que podem elevar o risco de complicações. O caso ainda passa por investigação epidemiológica para que se determine, com mais precisão, onde provavelmente ocorreu a contaminação.

A febre do Nilo Ocidental é uma arbovirose transmitida principalmente por mosquitos do gênero Culex, os chamados pernilongos comuns. O ciclo de transmissão envolve aves e mosquitos: aves migratórias podem trazer o vírus para uma região e, ao picarem uma ave infectada, os insetos se tornam vetores, podendo transmitir a doença a humanos e outros mamíferos.

A transmissão não ocorre de forma direta das aves para as pessoas, nem entre seres humanos. Os humanos são considerados hospedeiros acidentais, o que leva a Vigilância a considerar improvável uma disseminação intensa da doença em Santa Catarina, dadas as características desse ciclo.

A doença já era conhecida no Brasil, sendo monitorada desde 2014 e com registros em 13 estados, mas é novidade em território catarinense. Na maioria dos casos, a infecção passa despercebida: cerca de 80% dos infectados não desenvolvem sintomas graves. Quando aparecem manifestações, podem incluir febre, cefaleia, dores no corpo e mal-estar.

Gaudenzi explica que menos de 1% dos casos evolui para formas graves. Nesses quadros, a infecção pode atingir o sistema nervoso central e causar complicações como meningite e encefalite.

Após as duas confirmações, a Secretaria de Estado da Saúde intensificou as ações de vigilância epidemiológica, laboratorial, animal e entomológica, com o objetivo de monitorar uma eventual circulação do vírus e identificar novos casos.

A principal forma de prevenção é evitar a picada do mosquito. As orientações incluem o uso de repelentes, a instalação de telas em portas e janelas, o uso de roupas que protejam a pele e a eliminação de água parada e outros criadouros do inseto.

As autoridades de saúde recomendam que a população procure atendimento médico ao apresentar febre acompanhada de sintomas neurológicos, como confusão mental, alteração da consciência ou fraqueza, informando ao profissional sobre possível exposição a mosquitos. Gaudenzi reforça que os primeiros registros exigem atenção, mas não significam que o estado esteja diante de um surto, e que a vigilância permanece alerta para acompanhar a situação.

Fonte: Sul in Foco

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