Santa Catarina obteve resultados expressivos na taxa de doação de órgãos entre janeiro e agosto de 2026, superando o total registrado em todo o ano anterior. Com 45 doadores por milhão de habitantes, o estado mantém a liderança nacional neste indicador, ultrapassando os 42,8 doadores por milhão do ano passado.
A taxa de não autorização das famílias também apresentou melhorias, caindo para 31% em 2026, uma redução em relação aos 32% do ano anterior. Esse avanço é significativo, considerando que em 2007, 70% das famílias optavam por não autorizar a doação.
O secretário de Saúde de Santa Catarina, Diogo Demarchi, destacou a importância do SC Transplantes, uma política de Estado que existe há mais de 20 anos e que vem sendo continuamente aprimorada. Segundo ele, o governo tem investido na infraestrutura dos serviços e na logística de transporte, assegurando um processo seguro e ágil para beneficiários dentro e fora do estado.
Desde a sua criação em 1999, a Central Estadual de Transplantes já possibilitou que 26 mil pessoas recebessem órgãos, tecidos ou células. Este sistema se consolidou como referência em doação e transplante no Brasil.
Nos últimos 21 anos, Santa Catarina foi líder em doação de órgãos em 15 dessas edições. Nos anos em que não ocupou o primeiro lugar, ficou sempre em segundo, demonstrando consistência na prática da doação.
O coordenador do SC Transplantes, Joel de Andrade, ressaltou que as conquistas de 2025 e deste ano são fruto de uma política de Estado sólida e da decisão de numerosas famílias em autorizar a doação. Até hoje, aproximadamente 9,4 mil famílias catarinenses disseram sim, contribuindo com a vida de milhares de pessoas.
A gratidão expressa por Andrade foi direcionada a essas famílias doadoras, que desempenham um papel crucial na continuidade dos transplantes e na oferta de novas oportunidades para muitos.
Fonte: NSC Total


























