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AGRICULTURASeminário em Jacinto Machado debate avanços na bananicultura catarinense

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O município de Jacinto Machado, localizado no Sul de Santa Catarina, sediou um seminário dedicado à bananicultura que contou com a presença de agricultores, profissionais técnicos e especialistas do setor. O evento teve como propósito central discutir formas de elevar a produtividade dos bananais, aperfeiçoar a qualidade dos frutos e tornar a cadeia produtiva mais competitiva.

A agenda do encontro mesclou debates sobre o panorama mercadológico, instruções a respeito de procedimentos pós-colheita e estratégias para adicionar valor ao produto, além de demonstrações práticas realizadas diretamente no campo. A intenção foi conectar o conhecimento técnico, as pesquisas e as inovações tecnológicas à realidade vivenciada pelos produtores da região.

A realização do seminário ficou a cargo do Sistema Faesc/Senar, do Sindicato dos Produtores Rurais de Jacinto Machado, da Epagri, da Cooperja e da Pomar Cooperja. O evento também recebeu suporte de empresas como Syngenta, Fecoagro, Basf, Yara, Amvac e Campo Ar Drones.

As atividades tiveram início no auditório da Cooperja, onde ocorreu uma mesa-redonda focada em mercado, qualidade pós-colheita e agregação de valor. Durante o debate, foram analisados os elementos que impactam diretamente a lucratividade da atividade, desde o desempenho da comercialização até os cuidados necessários após a colheita dos cachos.

A conjuntura de mercado foi detalhada por Rogério Goulart Junior, representante do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa). Já o técnico da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar/SC, Gerri Ronssani Monteiro, abordou os processos ligados à qualidade pós-colheita.

Maria Luiza Tomazi Pereira, da Epagri, expôs opções para agregar valor à produção. Essa fase pode expandir as oportunidades de comercialização e diferenciar as frutas, sobretudo quando combinada com qualidade, processamento e organização da cadeia produtiva.

No período da tarde, as atividades foram transferidas para o Campo Demonstrativo da Cooperja (CDC). Os participantes visitaram estações técnicas voltadas a diferentes desafios da cultura da banana.

As orientações abrangeram manejo da adubação, controle fitossanitário, saúde do solo, uso de biofertilizantes e estratégias para o manejo da Sigatoka. Essa doença requer monitoramento frequente, pois afeta a área foliar das plantas e representa ameaça à produtividade e à qualidade dos frutos.

Na estação do Sistema Faesc/Senar, as atividades foram lideradas pelo supervisor técnico da ATeG, Jaison Buss, e pelo técnico de campo Gerri Ronssani Monteiro.

O formato prático possibilitou que os produtores observassem as técnicas e discutissem como adaptá-las às condições de suas propriedades. Bananicultores de Jacinto Machado e de outros municípios da região marcaram presença nas atividades.

A programação também incentivou a troca de experiências entre produtores, pesquisadores, técnicos e instituições ligadas à bananicultura. O objetivo foi facilitar o acesso a informações que possam embasar decisões sobre manejo, produtividade, qualidade e sustentabilidade.

A supervisora regional do Senar/SC, Sueli Silveira Rosa, enfatizou que as ações em parceria ampliam o acesso ao conhecimento técnico. Conforme ela, a integração entre produtores e organizações do setor ajuda a compartilhar experiências e a levar soluções aplicáveis ao dia a dia das propriedades.

Para o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Jacinto Machado, Ledio João Lucietti, o encontro ofereceu uma compreensão mais ampla dos fatores que definem a competitividade da produção catarinense de banana. “A programação proporcionou aos participantes uma visão mais abrangente da atividade e dos fatores que influenciam a competitividade da bananicultura catarinense. Foi uma parceria muito positiva para o setor”, declarou.

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, salientou que a cooperação institucional auxilia a aproximar pesquisa, inovação e orientação técnica dos produtores rurais. “Parcerias como essa aproximam a pesquisa, a inovação e a Assistência Técnica e Gerencial do produtor rural, facilitam a adoção de novas tecnologias e contribuem para propriedades mais eficientes, competitivas e preparadas para os desafios da atividade”, afirmou.

Ao combinar conteúdo técnico e demonstrações em campo, o seminário reforçou a relevância do planejamento em todas as fases da bananicultura. Desde o manejo do solo até a comercialização, a integração entre conhecimento, tecnologia e assistência técnica pode ajudar a melhorar os resultados das propriedades e fortalecer a produção de banana no Sul de Santa Catarina.

Fonte: Portal do Agronegócio

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