Setembro Verde promove mobilização pela doação de órgãos em
☀️ 17° Tubarão Céu limpo
Dom 🌦️ 20° 11°
Seg ☁️ 20° 9°
Ter ☁️ 20° 11°

SAÚDESetembro Verde promove mobilização pela doação de órgãos em Florianópolis

publicidade

Neste domingo, data em que se celebra o Dia Nacional da Doação de Órgãos, diversas entidades que apoiam a causa realizarão uma mobilização das 9h às 13h no Parque de Coqueiros, na Capital catarinense. A ação faz parte do Setembro Verde, mês dedicado à conscientização e ao estímulo à doação de órgãos e tecidos.

A analista do Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepom), Júlia Bottini Mohr, ocupa a vice-presidência da Associação de Pacientes Renais (Apar/SC), entidade que contabiliza 840 pessoas na fila de espera por transplantes em Santa Catarina. Ela atua como voluntária e enxerga nesse trabalho uma forma de retribuir o apoio que recebeu, especialmente voltado àqueles que enfrentam rotinas desgastantes antes e depois das cirurgias.

A trajetória de Júlia mudou em 2011, quando buscou atendimento médico devido a dores nos pés. Inicialmente, foram indicadas palmilhas ortopédicas e a troca de calçados por tênis mais confortáveis, mas o problema não regrediu. Exames clínicos revelaram alterações nos níveis de ureia e creatinina. Após uma série de testes e imagens, com acompanhamento de um nefrologista, ela recebeu o diagnóstico de insuficiência renal, que em dois anos a levou a depender de três sessões semanais de hemodiálise e a aguardar por um transplante.

“O diagnóstico é a notícia que ninguém quer. Consegui me manter trabalhando, vida adaptada com o apoio de uma rede familiar, mas saía exausta das sessões de hemodiálise, todas as terças, quintas e sábados”, relata Júlia Bottini Mohr, analista do Cepom.

O tempo médio de espera por um rim é de dois anos e meio. Júlia recebeu a confirmação da doação em apenas um ano, ao final de uma sessão, ainda na clínica. O transplante foi realizado em 2013 no Hospital Celso Ramos, em Florianópolis. “Quando se está na fila, é rezar para que uma família tenha consciência para autorizar a doação de órgãos, para que a vida continue em outra vida”.

“Gratidão” é a palavra que sintetiza o sentimento de Júlia por ter recebido um órgão. “É uma sensação indescritível, e não consigo imaginar como é, para uma família que permitiu doações de órgãos”, afirma ela, que também destaca o trabalho das equipes treinadas para a captação de órgãos. “Ainda bem que existem pessoas abertas à importância das doações”, completa, lembrando que, em momentos críticos, a decisão de doar cabe aos familiares.

Em Santa Catarina, 840 pacientes com doenças renais aguardam atualmente por um transplante. O tempo médio de espera por um rim compatível é estimado em dois anos e meio. No caso de Júlia, foram necessários 12 meses de hemodiálise até que a doação surgisse.

O Setembro Verde é o mês de conscientização e incentivo às doações de órgãos e tecidos. A mobilização em Florianópolis ocorrerá neste domingo, entre 9h e 13h, no Parque de Coqueiros. A Apar/SC tem 840 pessoas na fila por transplantes no estado. O tempo médio de espera por um rim é de dois anos e meio. Em doações após a morte, a decisão cabe aos familiares, conforme ressalta o relato de Júlia Bottini Mohr.

Fonte: Assembleia SC

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe

publicidade