Um levantamento divulgado pela Secretaria de Saúde de Tubarão nesta quarta-feira (21) revela a existência de 722 criadouros do Aedes aegypti no município. O mosquito é responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. Os números fazem parte do boletim epidemiológico do município e servem para mapear a dispersão do vetor pela cidade, além de alertar a população sobre a necessidade de redobrar os cuidados preventivos em casas, estabelecimentos comerciais e áreas de uso coletivo.
No que se refere à dengue, Tubarão somou 155 notificações ao longo de 2026. Após análise, 140 desses registros foram descartados. Outros 14 foram confirmados como autóctones, ou seja, when o contágio ocorreu dentro do próprio território tubaronense. Um caso continua sob investigação, aguardando resultado. O município também contabilizou duas internações hospitalares motivadas pela enfermidade. Até o momento, não houve registro de contaminações alóctones, aquelas em que a infecção acontece fora da cidade.
A distribuição dos focos pelo território é desigual. O bairro Centro aparece em primeiro lugar no levantamento, com 81 criadouros identificados. Na sequência vem Humaitá de Cima, com 69. As localidades de Revoredo e Vila Moema aparecem empatadas, com 59 focos cada uma. Já o bairro Oficinas soma 51 registros, seguido por Humaitá, com 49, e Recife, com 48. Como os criadouros estão espalhados por diversas regiões, a orientação é que a prevenção seja adotada em toda a extensão do município, sem exceção.
Diante desse cenário, a Secretaria de Saúde recomenda que os moradores incorporem à rotina uma série de hábitos simples de combate ao mosquito. Entre as medidas estão a checagem frequente de qualquer recipiente capaz de reter água, a manutenção das caixas-d’água devidamente lacradas, a limpeza de calhas e a troca da água dos vasilhames utilizados por animais de estimação. Objetos como pneus, garrafas e outros itens que ficam expostos à chuva precisam ser guardados de forma adequada ou encaminhados para o descarte correto.
A titular da pasta, Carina Portão, reforça o papel da população no enfrentamento ao vetor. Segundo a secretária, a participação dos moradores é fundamental para que os ambientes permaneçam livres de locais onde o mosquito possa se reproduzir, o que potencializa as iniciativas de prevenção conduzidas pelo poder público. Ela também orienta que pessoas com sintomas como febre, cefaleia, dores pelo corpo e nas articulações ou surgimento de manchas avermelhadas na pele procurem imediatamente uma unidade de saúde para receber avaliação médica.
Fonte: Pref. de Tubarão

























