Os Estados Unidos estão tomando medidas para indiciar Raúl Castro, ex-presidente de Cuba, de 94 anos, segundo fontes anônimas revelaram à rede americana CBS. O suposto indiciamento do líder revolucionário, que é irmão de Fidel Castro, estaria relacionado à queda de aviões ocorrida há 30 anos.
O possível indiciamento, que precisaria ser aprovado por um júri popular, deve se concentrar na queda fatal de aviões operados pelo grupo humanitário Irmãos ao Resgate em 1996. Um porta-voz do Departamento de Justiça, procurado pela CBS, se recusou a comentar a notícia.
A escalada de tensão entre Washington e Havana aumentou desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou suas atenções à ilha comunista após a captura de Nicolás Maduro na Venezuela. O governo americano já intensificou as sanções contra Cuba e impôs um bloqueio energético ao território, agravando a crise no país.
Apesar das recentes trocas de farpas, uma delegação americana liderada pelo diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, viajou nesta quinta-feira a Havana, onde se reuniu com altos funcionários cubanos, anunciou o governo comunista em comunicado.
Trump assinou no fim de janeiro um decreto presidencial que estabelece que Cuba, situada a 150 km da costa da Flórida, representa uma “ameaça excepcional” para os Estados Unidos, com o objetivo de justificar o endurecimento das sanções contra Havana e, em particular, o bloqueio petrolífero contra a ilha. Ele também ameaçou com represálias qualquer país que deseje fornecer ou vender petróleo a Havana.
Na quarta-feira, o Departamento de Estado dos EUA se disse pronto para oferecer US$ 100 milhões em ajuda a Cuba, sob bloqueio naval americano desde o início do ano, desde que a distribuição ocorra através da Igreja Católica. Antes da oficialização da oferta, Washington e Havana trocaram acusações ligadas ao pacote, e o presidente americano voltou a dizer que o país caribenho é “uma nação fracassada”.
Fonte: O GLOBO

























