Israel anunciou neste sábado (15) a morte de Ezedin Al Hadad, chefe do braço armado do movimento islamista palestino Hamas, apresentado como um dos arquitetos dos massacres de 7 de outubro de 2023. O ataque aéreo ocorreu na sexta-feira (14) na área da Cidade de Gaza.
Desde o ataque surpresa do Hamas em outubro de 2023, quando combatentes do grupo mataram mais de 1.200 pessoas em território israelense, as forças israelenses executam uma campanha sistemática contra líderes políticos e comandantes militares do Hamas em Gaza e na região.
Em comunicado, o Exército de Israel e a agência de segurança interna Shin Bet confirmaram a eliminação de Hadad: “Em um ataque de precisão na área da Cidade de Gaza, o terrorista Ezedin Al Hadad foi eliminado”.
Dois dirigentes do Hamas confirmaram à AFP a morte de Al Hadad. Um deles afirmou que ele “foi assassinado ontem em um ataque israelense contra um apartamento e um veículo civil na Cidade de Gaza”. Um integrante do braço armado do movimento também confirmou o falecimento.
Fotografias da AFP registraram o momento em que várias pessoas carregaram o corpo de Hadad, envolto em uma bandeira do Hamas, apoiado em uma maca nas ruínas de um edifício.
O governo israelense apontou Al Hadad como “um dos principais arquitetos do massacre de 7 de outubro de 2023” e também o acusava de ser responsável pelo sequestro de civis e soldados no mesmo dia. O Hamas tomou 251 reféns em 7 de outubro de 2023.
“Hadad comandou o sistema de cativeiro de reféns do Hamas e se cercou de reféns em uma tentativa de evitar que fosse eliminado”, afirmou o Exército israelense em nota.
O chefe do Estado-Maior do Exército israelense, tenente-coronel Eyal Zamir, classificou a morte do líder do braço armado do Hamas como “conquista operacional significativa”. “Hoje conseguimos eliminá-lo. As FDI continuarão perseguindo nossos inimigos, atacando-os e responsabilizando todos aqueles que participaram do massacre de 7 de outubro”, afirmou.
O ataque desencadeou uma guerra que devastou a Faixa de Gaza, onde vivem mais de dois milhões de palestinos. Segundo o Ministério da Saúde do território, que atua sob autoridade do Hamas, mais de 72.000 pessoas morreram desde o início do conflito. Os números são considerados confiáveis pela ONU.
Desde o início da guerra, Israel afirma ter eliminado vários líderes do Hamas, incluindo Yahya Sinwar, considerado um dos mentores do massacre de 7 de outubro, e Mohamed Deif, comandante do braço armado do Hamas. Ataques israelenses também atingiram membros do Hamas no Líbano e comandantes do Hezbollah, incluindo seu líder Hassan Nasrallah, assassinado em Beirute.
Apesar da entrada em vigor, em outubro, de um cessar-fogo entre Hamas e Israel, Gaza continua em espiral de violência, com trocas de acusações sobre violações da trégua. Pelo menos 856 palestinos morreram desde o início da trégua, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, enquanto Israel registrou a morte de cinco soldados no mesmo período.
Fonte: Jovem Pan


























