POLÍTICA CATARINENSECandidaturas em SC caem 30% e atingem menor nível desde 2014

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Santa Catarina terá 692 candidatos disputando os cargos de governador, vice-governador, senador, deputado federal e deputado estadual nas Eleições de outubro deste ano. O número representa uma retração de 30% em relação ao pleito anterior, quando foram registrados 992 postulantes. Trata-se do menor contingente desde 2014, ano em que 676 pessoas concorreram a cargos eletivos no estado.

O prazo para os partidos protocolarem os pedidos de registro de candidatura se encerrou no sábado (15), véspera do início oficial da campanha, que começou no domingo (16). A partir de agora, a Justiça Eleitoral analisará as solicitações, podendo aprovar ou indeferir os registros.

Na disputa pelo governo estadual, oito nomes estão na corrida. Para o Senado, são 13 candidatos, sendo este o único cargo que registrou crescimento, com dois postulantes a mais em comparação a 2022, quando havia uma única vaga em jogo. No âmbito nacional, também foram registradas 13 candidaturas à Presidência da República, mantendo o mesmo número da eleição passada.

A redução observada em Santa Catarina segue a tendência nacional. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 20,5 mil pedidos de candidatura em todo o país, número 30% inferior aos 29,2 mil do pleito anterior. Essa é a primeira queda no total de concorrentes em vinte anos, alcançando o menor patamar desde 2010.

Entre os fatores que explicam esse encolhimento está o fortalecimento das federações partidárias, mecanismo criado para permitir que partidos menores ultrapassem a cláusula de barreira e tenham acesso a recursos como o fundo partidário e o tempo de propaganda eleitoral. Com as federações, legendas que antes lançavam listas próprias de candidatos agora se unem a aliados e apresentam chapas conjuntas, reduzindo o número de postulantes.

Além disso, a redução do número máximo de candidatos que cada partido pode lançar, medida adotada em 2022, e o aperto na fiscalização de candidaturas fictícias também contribuem para a diminuição no total de concorrentes.

Em Santa Catarina, a participação feminina teve um aumento proporcional. Neste ano, 253 mulheres estão registradas, representando 37% do total, ante 331 candidatas em 2022 (33% do total).

Já a presença de candidatos negros permaneceu praticamente estável. Em 2022, 162 pessoas que se declararam pretas ou pardas disputavam cargos, equivalente a 16,3% do total. Agora, são 108, correspondendo a 15,6%, uma pequena queda.

Esses números estadual e nacional caminham em direções distintas. No Brasil, quase metade dos candidatos se declara preto ou pardo (49,9%), enquanto em Santa Catarina esse percentual é cerca de três vezes menor. Em 2022, o índice nacional era de 50,3%.

Entre os brancos, a representatividade em SC é de 83,2%, com 576 candidatos, levemente superior ao percentual anterior, que era de 82,9% (823 postulantes).

A disputa para a Assembleia Legislativa (Alesc) foi a que sofreu a maior queda proporcional. O número de candidatos a deputado estadual caiu de 617 para 408, uma redução de 34%. Para a Câmara Federal, a queda foi de 27%, com 229 postulantes contra 314 em 2022.

O Partido Liberal (PL) é o que mais lançou candidaturas em Santa Catarina, com 61 nomes. Na sequência aparecem Podemos (57) e Novo (56), legendas que compõem a coligação pela reeleição do governador Jorginho Mello.

Empresários lideram a lista de ocupações dos candidatos, com 112 registros (16%). Advogados vêm em seguida, somando 69 (9,97%), seguidos por vereadores, que são 44 (6,3%).

Em relação à idade, a faixa entre 45 e 49 anos é a mais representativa, com 107 candidatos (15,5%). Os postulantes de 50 a 54 anos somam 102 (14,7%).

A avaliação dos registros pela Justiça Eleitoral ocorre ao longo das próximas semanas, e os candidatos já podem iniciar a campanha, que se estende até as vésperas do pleito, marcado para o primeiro domingo de outubro.

Fonte: NSC Total

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