No coração do Brasil, a mais de mil quilômetros do litoral, uma colossal ‘Muralha da China’ de pedra desafia a lógica e a história. A Muralha de Paraúna, também conhecida como Muralha de Ferro ou Muralha de Pedra, se estende por cerca de 15 quilômetros na Serra da Portaria, em Goiás, atingindo alturas superiores a 2 metros e largura de 1,5 metro.
Construída exclusivamente com blocos de basalto negro, uma rocha vulcânica extremamente resistente, a estrutura levanta uma questão que ainda não foi respondida: como essas pedras foram parar no meio do Brasil central?
O mistério não para por aí. Pesquisadores descobriram que os blocos foram assentados com precisão, dispostos horizontalmente em formato de degraus e fixados com óleo de baleia, uma técnica que sugere conhecimento avançado de arquitetura lítica. O problema é que Paraúna fica a mais de mil quilômetros do oceano.
Segundo o historiador Alódio Tovar, não existe outra estrutura igual em toda a região de Goiás. A durabilidade do basalto torna a muralha uma fortaleza que desafia o tempo e os elementos.
As especulações sobre a origem da muralha são muitas: alguns acreditam que ela pode ser uma divisão entre os Impérios Inca e Maia; outros sugerem uma possível origem oceânica da estrutura. A verdade é que ninguém sabe ao certo quem a construiu nem com que propósito.
A comparação com edificações pré-incaicas do Peru é inevitável. A precisão e o estilo das construções em Paraúna possuem semelhanças marcantes com obras encontradas no litoral peruano, na região do rio Santa.
A muralha não está sozinha. Na mesma região, pesquisadores encontraram túneis com seções de 4 metros de diâmetro escavados na rocha, esculturas zoomorfas e antropomorfas e uma gruta com símbolos de civilizações clássicas do Oriente Médio, como egípcios e judeus, além de símbolos cabalísticos e figuras do Tarô esculpidas no teto da caverna da Serra dos Caiapós.
A 20 quilômetros dali, a cidadela da Serra da Arnica abriga ruínas ciclópicas e esculturas monumentais, incluindo uma figura zoomorfa de um felino, possivelmente uma esfinge, e uma cabeça humana em estilo maia.
Embora muitos acreditem que as construções sejam obra de povos silvícolas pré-cabralinos, a complexidade das técnicas sugere a presença de uma cultura megalítica milenar que pode ter interagido com outras civilizações antigas.
Arqueólogos afirmam que são necessárias escavações sistemáticas e estudos aprofundados para entender a Muralha de Paraúna e seus arredores. O enigma permanece: um testemunho silencioso de uma era que ainda guarda muitos segredos, convidando exploradores e estudiosos a desvendar os mistérios que moldam a nossa história.
Fonte: ND+






















