PSD/MDB/PPPSD lança João Rodrigues ao governo catarinense com apoio de Kassab e Caiado

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O PSD oficializou, no sábado (1º), a candidatura de João Rodrigues ao governo de Santa Catarina durante convenção na Assembleia Legislativa, em Florianópolis. O evento contou com a presença do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, e do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que disputará a Presidência da República pela legenda.

Além de confirmar Rodrigues na cabeça da chapa majoritária, o partido anunciou o deputado federal Carlos Chiodini, do MDB, como candidato a vice-governador. Os demais nomes que comporão a coligação serão apresentados no dia 5 de agosto, conforme a assessoria.

A aliança reúne PSD, MDB e a Federação União Progressista. Para o Senado, a chapa terá Esperidião Amin, do PP, e Antídio Lunelli, do MDB, como postulantes. O deputado estadual Volnei Weber, também do MDB, deverá ser confirmado como primeiro suplente de Amin.

Durante coletiva após o evento, João Rodrigues afirmou que a campanha priorizará temas como saúde, infraestrutura e habitação, evitando um embate estritamente ideológico. “Não tenho inimigos, nunca me aliei à esquerda em Santa Catarina, mas respeito os adversários. Quem decide é o povo. Meu discurso não será apenas sobre isso; precisamos abordar questões mais amplas”, declarou.

O candidato do PSD criticou as condições das rodovias federais no estado, classificando-as como “colapsadas”, e destacou a fila de 125 mil pessoas aguardando cirurgias de alta complexidade na rede pública. “Temos de falar das estradas que estão intransitáveis, não por falta de conservação, mas porque entraram em colapso. Também é preciso discutir a saúde pública no estado mais rico do Brasil”, afirmou.

João Rodrigues defendeu um “governo humanizado” e disse que a gestão deve priorizar os mais vulneráveis. “Quem precisa do poder público é o pobre; o rico só exige que não haja atrapalho, nem impostos, e que exista infraestrutura”, completou.

O candidato também mencionou a relação institucional entre Santa Catarina e o governo federal, além dos efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Segundo ele, o estado sofre com um “rompimento de relação institucional” e precisa de uma nova postura. “Nossa prioridade é o povo catarinense. Formamos a maior aliança, inesperada e natural, fora da bolha”, disse.

Carlos Chiodini, em entrevista ao ND Mais, ressaltou a união dos partidos em torno do projeto. “O dia tem um simbolismo importante: a Federação União Progressista, o MDB e o PSD se juntam para apoiar João Rodrigues. Seremos uma chapa forte e competitiva, com a missão de elevar o debate eleitoral em Santa Catarina”, afirmou.

Ronaldo Caiado elogiou a capacidade de articulação de Rodrigues, destacando que ele reuniu ex-governadores e diversas legendas. “É alguém que conhece a realidade de cada município. João aqui e eu em Brasília, governando Santa Catarina e o Brasil”, disse em discurso.

Na coletiva, Caiado criticou a polarização política, questionando o que ela trouxe de concreto. “O ódio, a violência, a discórdia. Nada de políticas estruturantes”, argumentou. Ele defendeu reformas em áreas como educação, segurança e saúde.

O deputado estadual Julio Garcia, que deixa a presidência da Alesc, também participou e defendeu mudanças no cenário nacional. “O Brasil precisa de uma transformação profunda, com lideranças que tenham espírito público”, afirmou, acrescentando que buscará harmonia entre os Poderes e defenderá os interesses catarinenses no Congresso.

A convenção marcou o início oficial da campanha de Rodrigues, que terá como desafio superar a polarização e apresentar propostas para os problemas estruturais do estado. A coligação, considerada ampla, busca consolidar apoio em todas as regiões.

Os partidos envolvidos destacaram a força da aliança e a expectativa de uma disputa acirrada em Santa Catarina. A definição completa da chapa, incluindo os suplentes, ocorrerá nos próximos dias.

João Rodrigues encerrou sua fala reafirmando o compromisso de ouvir a população e construir um governo voltado às necessidades reais. “Estamos fora da bolha e prontos para o diálogo”, concluiu.

Fonte: ND+

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