O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) respondeu às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, o parlamentar destacou a necessidade de proteger a população sob o jugo desses grupos.
Flávio argumentou que a medida representa a soberania de aproximadamente 50 milhões de pessoas que vivem em áreas controladas por essas facções. Ele descreveu a situação como um governo paralelo que impõe violência e medo, e afirmou que a população brasileira está exausta de conviver com esse cenário.
O senador também criticou a forma como Lula se referiu ao PCC e ao CV como ‘nossos criminosos’. Para Flávio, essa expressão minimiza a gravidade das ações desses grupos. A declaração de Lula ocorreu durante um evento em Laranjeiras, Sergipe, onde ele comentou a decisão dos EUA.
Lula expressou tristeza com a classificação dos grupos como terroristas pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, mas reconheceu que o PCC e o CV são terroristas para as comunidades brasileiras, especialmente nas periferias, onde aterrorizam famílias e bairros. O petista reforçou que o combate será feito internamente, citando leis como a Antifacção e a de Combate ao Crime Organizado.
O presidente também rejeitou a ideia de intervenção estrangeira, afirmando que o Brasil não é uma ‘republiqueta’ e que tem capacidade de lidar com o problema. Antes da fala de Lula, o governo federal já havia emitido uma nota criticando a medida dos EUA e as ações da família Bolsonaro no exterior.
A nota governamental classificou como deplorável que membros da família Bolsonaro viajem aos EUA para defender intervenção estrangeira, mencionando episódios anteriores como o tarifaço. O texto ainda se referiu aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro como ‘falsos patriotas’ que tentam manipular o conceito de segurança pública.
Na quinta-feira (28), o Departamento de Estado americano anunciou a inclusão do PCC e do CV na lista de Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs). O órgão também sinalizou a intenção de classificá-los como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs).
A nota americana descreve o CV e o PCC como duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil, com milhares de integrantes e histórico de ataques brutais contra policiais, servidores públicos e civis. O documento ressalta que a influência dessas facções ultrapassa as fronteiras brasileiras.
A decisão dos EUA ocorreu após encontro de Flávio Bolsonaro com o presidente Donald Trump e com Marco Rubio, no qual o senador solicitou a classificação das facções como terroristas. A medida gerou repercussão política no Brasil, polarizando opiniões entre aliados do governo e da oposição.
Fonte: Jovem Pan






















