A atriz Isis Valverde chegou a um acordo judicial com uma ex-cozinheira que a processava na área trabalhista, encerrando a disputa com o pagamento de R$ 30 mil.
A ação havia sido movida pela profissional, que requeria R$ 385.233,56 e apontava irregularidades como acúmulo de funções, jornadas prolongadas e falhas no intervalo para almoço ao longo de mais de sete anos de serviço.
Conforme divulgado pela coluna de Daniel Nascimento, as partes conseguiram se entender antes que o Judiciário emitisse uma decisão sobre o caso.
A ex-empregada afirmou no processo que foi admitida em 18 de março de 2014 como cozinheira e permaneceu na função até 12 de novembro de 2021, quando teria sido desligada sem justa causa.
Durante esse período, seu salário teria evoluído de R$ 1.500 para R$ 2.500 mensais.
Na reclamação, a trabalhadora sustentou que, embora contratada para cozinhar, passou a desempenhar tarefas de empregada doméstica após a saída de outra funcionária da residência da artista.
Ela também argumentou que atuava de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 20h ou 20h30, totalizando jornadas que por vezes superavam 12 horas diárias.
Outro ponto central foi o intervalo intrajornada: a ex-funcionária alegou que, por todo o contrato, não gozava da pausa de uma hora para almoço, dispondo de apenas cerca de 20 minutos de descanso.
Com base nessas acusações, foram pleiteados valores referentes a horas extras, diferenças de FGTS, multa rescisória e indenização por danos morais.
A defesa de Isis Valverde negou integralmente as alegações, rejeitando a existência de acúmulo de funções e afirmando que as atividades eram compatíveis com o cargo contratado.
Os advogados da atriz também contestaram a jornada descrita pela autora, argumentando que os horários respeitavam a legislação e classificando os valores cobrados como “aleatórios” e desconectados da realidade.
Além disso, tentaram derrubar o benefício da Justiça gratuita concedido à trabalhadora.
A disputa judicial começou em 2022. O primeiro processo foi arquivado em 2024 sem análise do mérito devido à falta dos cálculos exigidos. Em 2025, a ex-funcionária ingressou com nova ação, reativando o litígio.
O caso foi marcado por divergências entre as partes, com troca de argumentos técnicos e solicitação de adiamento de audiência, que foi negada.
Pouco antes da sentença, contudo, o acordo foi firmado. O valor final de R$ 30 mil foi parcelado em seis prestações de R$ 5 mil, todas já quitadas, sendo a última paga recentemente.
Conforme informações divulgadas, R$ 6.500 foram destinados a danos morais, R$ 2.500 à multa da CLT e R$ 21 mil ao intervalo intrajornada.
O acordo não implicou reconhecimento de culpa por parte da atriz. O processo agora aguarda o arquivamento definitivo após a comunicação oficial à Justiça do pagamento integral.
O ND Mais tentou contato com a assessoria de Isis Valverde, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.
Fonte: ND+























