TRAGÉDIACorpos são enfileirados em zona de desastre na Venezuela após terremotos

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Imagens divulgadas neste sábado (27/6) revelam a gravidade da tragédia provocada pelos terremotos que sacudiram a Venezuela. Em La Guaira, região classificada como zona de desastre pelo governo após os abalos sísmicos, os corpos das vítimas foram organizados em fila enquanto aguardavam identificação.

Nos registros, é possível ver equipes de resgate e profissionais de saúde atuando no local, com equipamentos de proteção, enquanto recolhem e organizam os cadáveres. Os corpos aparecem dentro de sacos mortuários, e moradores acompanham o trabalho das autoridades em busca de notícias de familiares desaparecidos.

Uma estrutura emergencial foi montada para dar suporte às operações de identificação, diante do grande número de vítimas recuperadas nos últimos dias. Bombeiros, militares, policiais e voluntários seguem trabalhando entre os escombros na tentativa de encontrar mais sobreviventes.

O governo venezuelano decretou zona de desastre em La Guaira, devido à destruição causada pelos terremotos. O anúncio foi feito pela presidente interina, Delcy Rodríguez, que considerou a situação uma tragédia nacional e alertou que o número de vítimas pode crescer à medida que as buscas avançam.

A região concentra os maiores danos registrados desde o tremor. Segundo o governo, mais de 100 edifícios desabaram, deixando milhares de pessoas desabrigadas e comprometendo parte da infraestrutura local. Além do resgate, equipes trabalham para restabelecer serviços essenciais, como energia elétrica, abastecimento de água e acesso às principais vias afetadas.

O número de mortos confirmados subiu para 1.719, conforme novo balanço divulgado pelo governo da presidente Delcy Rodríguez na tarde desta segunda-feira (29/6). As autoridades também informaram que 5.034 pessoas ficaram feridas e 15.866 estão fora de suas casas.

O primeiro terremoto, de magnitude 7,1, foi registrado no fim da tarde de quarta-feira (24/6), com epicentro próximo à cidade de Morón, no norte da Venezuela. Logo depois, um segundo abalo, de magnitude 7,5, atingiu a região, agravando os danos.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o primeiro tremor ocorreu a cerca de 21 quilômetros de profundidade, o que fez com que fosse sentido com mais força nas cidades próximas ao epicentro. Moradores de Caracas filmaram o momento em que edifícios sofreram danos estruturais e nuvens de poeira tomaram conta de algumas áreas da capital.

O tremor também foi percebido em diferentes regiões da Colômbia, segundo o Serviço Geológico Colombiano (SGC). Após os abalos, o Centro de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos emitiu um aviso para áreas costeiras em um raio de até 300 quilômetros do epicentro, incluindo regiões próximas a Porto Rico e às Ilhas Virgens Americanas. Posteriormente, as autoridades descartaram riscos significativos para áreas mais distantes.

Enquanto as buscas continuam, o governo venezuelano e equipes internacionais mantêm operações de resgate e assistência humanitária para as milhares de pessoas afetadas pela tragédia.

Fonte: Metrópoles

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