Quando o então Ministro dos Transportes, Renan Filho, sucessor do coronelismo oligárquico de Alagoas, veio ao estado e ofereceu confronto direto ao Governador Jorginho (talvez uma revanche do pai que teve embate feio com o então senador catarinense Jorginho Melo), o comportamento do governador foi parecido, mas sua expressão era mais leve.
Nas discussões em redes sociais o governador está perdendo a mão e se tornando menos um político influente e mais influenciador de botequim.
O último desses confrontos foi o mais rasteiro, (de baixo nível mesmo) e expôs uma situação que até então não acontecia: passou para o campo das ofensas injuriosas.
Quando se manda alguém procurar a genitora, suscitando que ela possa ser ligada a uma atividade considerada e “status inferior” – o tradicional: vai pra PQP – isso deixa de ser um ato de defesa, contra uma agressão, e passa a ser uma ofensa contra a honra.
O Governador alega que houve “desrespeito” com sua figura, porém perde totalmente o argumento quando ofende de forma desproporcional. Não há marqueteiro que possa apagar a flexa verbal atirada, nem argumento que possa fazer o catarinense se sentir orgulhoso do seu governador.
Mas porque que o Governador Jorginho parece tão nervoso, nos últimos meses?
Até o mês de abril suas intervenções na mídia (tanto tradicional, quanto virtual) eram claramente, mais autoconfiantes; seu semblante era sereno e mais calmo e nada parecia abalar suas “certezas eleitorais”.
As pesquisas, por sinal, demonstram que ele tem ampla vantagem para a disputa eleitoral deste ano e pode, até, vencer no primeiro turno. Mas então porque ele está se deixando abater e demonstrando todo esse ódio e aversão às pessoas de seu estado (especialmente mulheres).
Em tempos em que a população de Santa Catarina é acusada de possuir uma personalidade autoritária e semelhante aos mais péssimos exemplos mundiais de autoritarismo e arbitrariedade (que firmemente devemos rechaçar porque não são verdade), o comportamento da principal autoridade do estado parece dar razão aos críticos do nosso povo.
Vale lembrar que erros como este fizeram Jair Bolsonaro perder a eleição em 2022.
O que se esconde de todos?
Ou Jorginho Melo tem informação que não é noticiada pelos meios tradicionais, ou a sensação de poder absoluto já domina seu ego, que parece inflado.
De qualquer maneira, Santa Catarina não precisa de demonstrações de autoritarismo excêntrico.
Somos um povo decente, trabalhador, que preserva a moral, os bons costumes e por isso seria de muito bom alvitre que o Governador se desculpasse. Não com a sua opositora no caso da represa (que também mereceria), mas ele deve se desculpar com a população catarinense, pelo baixo nível e péssimo exemplo que deu. Ah! E não é vergonha (nem menos masculino, por sinal) admitir que errou pelo excesso.

























