No último domingo (19), a Praia Mole, localizada em Florianópolis, foi palco de um crime ambiental. Uma baleia-franca acompanhada de seu filhote foi alvo de perseguição por duas motos aquáticas, com pelo menos três ocupantes. Os registros do ocorrido foram feitos por banhistas que estavam no local por volta das 11h.
As imagens mostram os jet skis se aproximando repetidamente dos animais, desrespeitando as normas de distanciamento. A ação chamou a atenção das autoridades, que montaram uma força-tarefa para localizar os responsáveis.
Participam das investigações o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e a Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina. O objetivo é identificar e punir os condutores das embarcações.
A perseguição a cetáceos é crime previsto na Lei Federal nº 7.643/1987, que proíbe a importunação intencional de baleias, golfinhos e botos em águas brasileiras. A legislação estabelece regras claras para a aproximação de embarcações motorizadas.
Entre as normas, destaca-se a distância mínima obrigatória de 100 metros dos animais. Caso a aproximação ocorra de forma involuntária, o condutor deve colocar imediatamente o motor em ponto morto para evitar acidentes e estresse aos animais.
Os infratores podem enfrentar penas severas, incluindo reclusão de até 5 anos, multa e, em caso de reincidência, apreensão da embarcação utilizada no crime.
Até o momento, os suspeitos não foram identificados. As autoridades pedem que a população colabore com denúncias, enviando informações pelos canais oficiais do Ibama, pelo telefone 0800 061 8080, ou da Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina, pelo número (48) 3229-6025.
A Praia Mole é uma região conhecida pela presença de baleias durante a temporada de reprodução. A perseguição coloca em risco não apenas os animais, mas também os próprios condutores, que podem sofrer acidentes ao se aproximarem de mamíferos marinhos de grande porte.
Especialistas alertam que a aproximação inadequada pode causar estresse e desorientação nas baleias, especialmente nos filhotes, que dependem da mãe para sobreviver. A força-tarefa segue em andamento para garantir que os responsáveis sejam responsabilizados.
Fonte: ND+

















