DEMISSÃOProfessoras demitidas após denúncia de maus-tratos em Criciúma

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Duas professoras que atuavam no Centro de Educação Infantil (CEI) Santa Luzia, em Criciúma, no Sul catarinense, perderam seus postos de trabalho. A decisão partiu da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (AFASC), que conduziu uma apuração interna após receber uma queixa formal relatando episódios de maus-tratos contra um aluno da unidade.

O desligamento das duas educadoras foi confirmado por meio de um comunicado oficial divulgado na última segunda-feira (3). No documento, a entidade esclareceu que, antes de tomar qualquer medida, realizou uma análise criteriosa das gravações do circuito interno de câmeras da instituição, além de uma averiguação inicial dos fatos relatados. A partir dessas evidências, a direção optou pela demissão das profissionais que estavam presentes na sala de aula durante o incidente.

Paralelamente à ação administrativa, a Polícia Civil já foi notificada e deu início a um procedimento investigativo para esclarecer as circunstâncias do ocorrido. De acordo com os agentes, o passo imediato será a oitiva de pessoas que possam ter presenciado os fatos ou que tenham informações relevantes para o andamento do inquérito.

Vale destacar que este não é o primeiro caso envolvendo educadores da AFASC em situações semelhantes. No dia 27 de julho, outro episódio ganhou repercussão: uma professora da mesma associação foi afastada após ser filmada pisando no pé de uma criança de quatro anos, com a justificativa de que seria uma medida corretiva. Esse caso aconteceu no CEI Natureza, situado no bairro Cristo Redentor, também em Criciúma. Na ocasião, a AFASC divulgou uma nota confirmando que havia verificado as imagens e que a funcionária foi demitida por justa causa. A instituição ressaltou que ofereceu suporte emocional e assistência tanto à criança quanto aos seus familiares, assim que tomou conhecimento do problema.

Diante da nova denúncia, a AFASC reafirmou seu posicionamento, salientando que preza pela integridade física e emocional de todas as crianças atendidas e que adota medidas rigorosas sempre que identifica condutas que violem seus princípios e responsabilidades. A diretoria ainda anunciou que continuará acompanhando o desenrolar das investigações policiais.

O caso reacende o debate sobre a segurança nas creches e a necessidade de monitoramento constante, tanto por parte das famílias quanto dos órgãos responsáveis. Especialistas em educação infantil destacam a importância de uma seleção criteriosa de profissionais e de treinamentos periódicos que reforcem práticas pedagógicas adequadas e o manejo de conflitos sem o uso de qualquer tipo de violência.

A comunidade local, por sua vez, demonstra indignação e cobra transparência das autoridades. Muitos pais que têm filhos matriculados nas unidades administradas pela AFASC expressaram preocupação e pedem uma revisão completa dos protocolos de segurança e supervisão adotados pela instituição.

Enquanto isso, a Polícia Civil segue com as diligências, ouvindo testemunhas e recolhendo depoimentos para apurar a dinâmica exata dos eventos ocorridos no CEI Santa Luzia. A perícia técnica também poderá ser solicitada para subsidiar as investigações.

Até o momento, nem as professoras demitidas nem seus representantes legais se manifestaram publicamente. A Justiça de Santa Catarina, caso seja acionada, poderá avaliar eventuais recursos ou medidas cabíveis.

A AFASC, por fim, reiterou que seu compromisso com o bem-estar infantil é inegociável e que novas medidas preventivas estão sendo estudadas para evitar a repetição de episódios como este, incluindo a possibilidade de ampliar o treinamento das equipes e fortalecer a fiscalização interna.

Fonte: ND+

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