A Hemeroteca Digital Susana Dal Farra Naspolini, lançada em Criciúma no último dia 23, completou um mês de operação com números expressivos: mais de 6 mil acessos e cerca de 580 jornais consultados. Entre os títulos disponíveis, uma edição da Folha do Povo de 1951 se destacou, alcançando 155 visualizações no período. A ferramenta foi criada para preservar a memória do jornalismo local, organizando publicações físicas do Acervo Histórico Pedro Milanez.
O projeto é executado pela Fundação Cultural de Criciúma (FCC) em parceria com a Secretaria Municipal de Governança. O prefeito Vagner Espindola ressaltou a importância da iniciativa: “A Hemeroteca é uma forma de preservar a nossa história e, ao mesmo tempo, aproximá-la das pessoas. Com a tecnologia, conseguimos garantir que esses registros continuem acessíveis e possam ser conhecidos também pelas novas gerações”.
A distribuição geográfica dos acessos mostra que 36,85% das visitas vieram de Criciúma, seguidas por Florianópolis (14,46%), São Paulo (6,31%), Porto Alegre (4,22%) e Içara (3,03%). A plataforma também registrou consultas de países como Estados Unidos, Alemanha, França, Portugal, Argentina, Irlanda, Suécia, Uruguai, Chile, Paraguai, Espanha, Suíça, Austrália e Canadá. O serviço é gratuito e está disponível no endereço viva.criciuma.sc.gov.br/hemeroteca/livros.
Durante o primeiro mês, outros 116 jornais foram adicionados ao acervo online, conforme informou a presidente da FCC, Cristiane Maccari Uliana Zappelini. “Esses números mostram o interesse das pessoas pela história de Criciúma e também a importância de continuarmos ampliando esse acervo. Muitos registros ainda estão guardados pela própria comunidade e podem contribuir para preservar a memória do município”, destacou.
A Hemeroteca Digital foi concebida como um projeto contínuo. Novos jornais serão digitalizados e incorporados gradativamente, e a Fundação Cultural permanece aberta ao recebimento de materiais históricos que possam enriquecer o acervo.
Atualmente, a FCC preserva 906 exemplares de jornais históricos, 24 caixas de documentos administrativos com cerca de 31,2 mil páginas, e um vasto acervo fotográfico armazenado em 12 gaveteiros, totalizando 48 gavetas.
O funcionamento da Hemeroteca utiliza tecnologia de Reconhecimento Ótico de Caracteres (OCR), que permite busca por palavras-chave nos conteúdos dos jornais. Assim, os usuários podem localizar rapidamente nomes de pessoas, empresas, bairros, acontecimentos e outros registros históricos.
O secretário municipal de Governança, Tiago Ferro Pavan, destacou o papel da tecnologia no acesso ao patrimônio público: “A transformação digital precisa gerar acesso, e a Hemeroteca mostra isso de forma muito concreta. Um dos dados mais interessantes desse primeiro mês é justamente perceber que quase dois terços dos acessos vêm de fora de Criciúma e que já temos consultas realizadas de outros países. Isso demonstra como a tecnologia rompe barreiras e amplia o alcance da nossa história”.
Fonte: Pref. de Criciúma


























