O cenário eleitoral para o Senado em Santa Catarina, nas Eleições 2026, ganhou novos contornos com a mais recente pesquisa Quaest, divulgada neste domingo (24). O levantamento, encomendado pela NSC, revela que a disputa pelas duas vagas está acirrada, com três candidatos tecnicamente empatados na liderança, dentro da margem de erro.
Na pesquisa estimulada, que considera a soma de todos os votos para as duas cadeiras, o atual senador Esperidião Amin (PP) aparece numericamente à frente, com 19% das intenções. Logo atrás, Carlos Bolsonaro (PL) surge com 16%, seguido por Carol de Toni (PL), que marca 12%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, o que coloca os três em um empate técnico.
O cenário se mantém quando a análise é feita separadamente para o primeiro e o segundo voto. Amin lidera em ambos os recortes, com 17% e 14%, respectivamente. Carlos Bolsonaro tem 16% no primeiro voto e 14% no segundo, enquanto Carol de Toni aparece com 12% e 9%, nessa ordem. Os dados reforçam a competitividade da disputa, com o bloco de direita fragmentado entre duas candidaturas do PL e uma do PP.
Em quarto lugar, o candidato do PT, Décio Lima, registra 9% das intenções de voto na soma geral. Considerando a margem de erro, ele está tecnicamente empatado com Carol de Toni. A vantagem numérica de Décio sobre os demais concorrentes, no entanto, é pequena, e ele aparece à frente apenas de Afrânio Boppré (PSOL) e Antídio Lunelli (MDB), ambos com 2%.
Na pesquisa espontânea, quando os eleitores citam nomes sem receber uma lista, Amin também se destaca, com 7% das menções. Carlos Bolsonaro e Carol de Toni vêm na sequência, com 4% e 3%, respectivamente. Décio Lima é citado por 2% dos entrevistados. A maioria, porém, não soube responder, e 23% se declaram indecisos.
A parcela de eleitores que pretende votar em branco, nulo, ou que não irá às urnas soma 11%. Esse índice, somado aos indecisos, representa um contingente significativo de votos que podem definir o resultado final, especialmente em uma disputa tão acirrada.
O levantamento da Quaest ouviu 804 eleitores catarinenses com mais de 16 anos, entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) sob o número SC-00517/2026 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07160/2026.
O instituto também avaliou o cenário para o governo do estado. O atual governador Jorginho Mello (PL) lidera as intenções de voto com 43%, seguido por João Rodrigues (PSD), que tem 24%. Gelson Merisio (PSDB) aparece com 12%, e os demais candidatos somam menos de 5%. A vantagem de Jorginho sobre João é de 19 pontos, fora da margem de erro.
No segundo turno simulado para o governo, Jorginho Mello venceria João Rodrigues por 51% a 37%, com 12% de indecisos ou votos nulos. Contra Gelson Merisio, a vantagem é maior: 57% a 28%. O estudo aponta que a reeleição do governador é plausível, mas a disputa para o Senado segue indefinida.
Entre os candidatos ao Senado, além dos já mencionados, concorrem Afrânio Boppré (PSOL), Ana Lúcia (UP), Antídio Lunelli (MDB), Joaninha de Oliveira (PSTU), Jeferson Rocha (PRD), Marcos Dorval (PSTU), Marlenne Soccas (UP) e Túlio Pfuetzenreiter (Missão). Todos eles têm menos de 2% das intenções de voto, segundo a pesquisa.
A disputa pela segunda vaga ao Senado é uma das mais imprevisíveis dos últimos anos. Com três candidatos em empate técnico, a tendência é que a campanha se intensifique nas próximas semanas, com foco em reduzir o alto índice de indecisos e conquistar o eleitorado que ainda não definiu seu voto.
A pesquisa Quaest tem registro no TRE-SC sob o número SC-00517/2026 e no TSE com o protocolo BR-07160/2026. A solicitação partiu da NC Comunicações S/A, responsável pela NSC TV. O levantamento foi realizado presencialmente, com questionários aplicados em domicílios sorteados em diferentes regiões do estado.
Os números completos da pesquisa, incluindo a avaliação do governo estadual e federal, foram divulgados no site da NSC e em telejornais da emissora. Os dados do Senado são um recorte do estudo mais amplo, que também avaliou o cenário para o Planalto em Santa Catarina.
Fonte: NSC Total

























