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ELEIÇÕES GAÚCHASPesquisa Quaest no RS aponta empate técnico entre Zucco e Brizola para governo

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Uma nova sondagem eleitoral encomendada pelo Grupo RBS e realizada pelo instituto Quaest, divulgada nesta segunda-feira (24), indica que a corrida pelo Palácio Piratini segue em aberto. O cenário para o primeiro turno das eleições de outubro mostra o deputado federal Luciano Zucco, do PL, e a pedetista Juliana Brizola em empate técnico, considerando a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

No levantamento estimulado, no qual os nomes dos postulantes são apresentados aos entrevistados, Zucco foi citado por 26% dos participantes, enquanto Brizola registrou 23%. Na prática, a diferença de três pontos os coloca em situação de igualdade estatística. Na sequência, o emedebista Gabriel Souza surge com 9% das intenções de voto, e todos os demais candidatos pontuam em níveis iguais ou inferiores a 2%.

Comparando com a edição anterior da pesquisa, divulgada em 30 de julho, percebe-se uma oscilação importante. Naquele momento, a situação se apresentava invertida: Brizola liderava numericamente com 24%, enquanto Zucco detinha 22%. O novo levantamento, portanto, capturou uma virada numérica, ainda que dentro da margem de erro.

No recorte mais recente, a lista completa de intenções de voto para o primeiro turno traz as seguintes marcações: Zucco pontua 26% (ante 22% na pesquisa anterior); Brizola aparece com 23% (eram 24%); Gabriel Souza salta de 6% para 9%; Marcelo Maranata, do PSDB, recuou de 3% para 2%; Priscila Voigt, da UP, marca 1% e não constava no levantamento anterior; Cesar Pontes, do PCO, e Rejane Oliveira, do PSTU, ambos somam 0%, sendo que no último levantamento eles tinham 1% cada um.

Os dados mostram ainda que uma parcela expressiva do eleitorado ainda não se decidiu ou prefere não declarar o voto. O percentual de entrevistados que se disseram indecisos ou que não responderam alcança 27%, enquanto outros 12% afirmam que votarão em branco ou anularão o voto.

A pesquisa também procurou medir o nível de convencimento dos eleitores. Para 61% dos ouvidos, a escolha pelo candidato já é definitiva, enquanto os 39% restantes admitem que ainda podem mudar sua decisão até o dia do pleito, marcado para 4 de outubro.

O instituto também simulou possíveis confrontos de segundo turno. No cenário que coloca Brizola e Zucco frente a frente, a pedetista aparece com 36%, contra 33% do adversário, novamente dentro da margem de erro. Nas simulações envolvendo Gabriel Souza, tanto Brizola quanto Zucco saem na frente numericamente: contra a pedetista, o emedebista marca 24% (Brizola tem 32%); contra o bolsonarista, Souza pontua 22% (Zucco tem 33%). Em todos os cenários, os índices de brancos, nulos e indecisos permanecem elevados, variando entre 12% e 24%.

Na disputa pelas duas vagas ao Senado Federal, o levantamento aponta a ex-deputada Manuela d’Ávila, do PSOL, na liderança isolada, com 12% das menções considerando a soma das duas cadeiras em disputa. Logo atrás aparecem o petista Paulo Pimenta e o deputado federal Marcel van Hattem, do Novo, ambos com 9%. Na sequência, Ubiratan Sanderson, do PL, e Germano Rigotto, do MDB, aparecem com 8% cada um. Os demais nomes testados não alcançam 2% ou ficam em 0%. O percentual de indecisos ou que não souberam responder chega a 37%, e brancos e nulos somam 14%.

No que diz respeito à metodologia, o estudo foi realizado entre os dias 20 e 23 de agosto de 2026, com a oitiva de 900 eleitores em todo o estado. A margem de erro é de três pontos percentuais, e o nível de confiança do levantamento é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RS-06875/2026.

Os números reforçam o cenário de indefinição e polarização no eleitorado gaúcho a poucas semanas da votação. A oscilação de intenções de voto, o alto índice de indecisos e a rejeição potencial aos candidatos são fatores que podem ainda alterar o quadro final.

Especialistas apontam que a disputa estadual deve ser fortemente influenciada pela conjuntura nacional e pela capacidade de os candidatos se apresentarem como alternativa viável, tanto para conquistar o eleitorado moderado quanto para manter a base fiel mobilizada até a data da eleição.

Com a margem de erro de três pontos, qualquer diferença menor que seis pontos percentuais entre o primeiro e o segundo colocado é considerada empate técnico, o que indica que a liderança de Zucco no levantamento atual tem caráter estatisticamente frágil e pode ser revertida no decorrer da campanha.

Fonte: NSC Total

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