Fachin decide se leva ao plenário relatório da PF sobre
☁️ 18° Tubarão Nublado
Dom ☁️ 15°
Seg 17°
Ter ☁️ 22° 10°

NOS HOLOFOTESFachin decide se leva ao plenário relatório da PF sobre Moraes

publicidade

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, vai decidir se encaminha ao plenário da Corte um relatório da Polícia Federal (PF) que reúne conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão atende a uma sugestão do relator do caso, ministro André Mendonça, que defende a análise pública do assunto em sessão presencial.

Segundo o regimento interno do STF, somente o plenário tem competência para processar e julgar ministros da Corte. A abertura formal de inquérito, porém, exige pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou ordem direta da presidência do tribunal.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, já se posicionou contrariamente à validade do relatório. Para ele, Mendonça não poderia ter solicitado as investigações à PF sem autorização prévia do plenário, considerando o foro privilegiado de Moraes. A PGR alega que o procedimento é nulo. Contudo, o STF já teve casos de inquéritos abertos sem aval do Ministério Público Federal, como no Inquérito das Fake News.

Enquanto isso, a possibilidade de impeachment de Moraes no Senado segue parada. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou a aliados que não pretende dar andamento aos pedidos contra o ministro e prefere aguardar as decisões internas do Judiciário.

A perícia feita no celular de Vorcaro encontrou 187 interações com Moraes. O relatório cita encontros presenciais, mensagens diretas e viagens ao exterior. Em uma das conversas, o empresário menciona os nomes “Andrei e Paulo”, possivelmente em referência ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral Paulo Gonet.

A análise técnica também revelou que Moraes editou a versão final de um contrato de R$ 131,2 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. O escritório confirmou que consultou o ministro para verificar impedimentos legais antes da assinatura.

A situação lembra o episódio de fevereiro de 2026, quando conversas envolvendo o ministro Dias Toffoli no celular de Vorcaro levaram a questionamentos de suspeição. Na época, Toffoli deixou a relatoria após reunião do colegiado, e Fachin arquivou o pedido com base no Código de Processo Penal e no regimento interno.

Fonte: ContilNet Notícias

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe

publicidade