Antes de se consagrar como um dos maiores nomes da moda mundial, Gisele Bündchen passou por um período de muitas negativas. Quando chegou aos Estados Unidos, ainda adolescente, a gaúcha ouviu repetidos ‘nãos’ em testes e audições, pois não se enquadrava nos padrões estéticos que reinavam nas passarelas naquela época.
Anos mais tarde, a modelo revelou que essa fase difícil se tornou um aprendizado fundamental. Para ela, a rejeição ensinou a importância da resiliência e mostrou que o valor de uma pessoa não deve depender apenas da aprovação alheia.
O ponto de virada ocorreu em 1999. Naquele ano, a revista Vogue trouxe Gisele na capa da edição de julho e a classificou com uma expressão que alteraria para sempre sua vida profissional: ‘The sexy model’ (‘A modelo sexy’).
Mais do que exaltar sua aparência, a publicação destacou atributos que fugiam do padrão vigente, como um visual saudável, cabelos naturais e a energia que ela transmitia diante das câmeras.
O efeito foi imediato. Em entrevista à W Magazine, Gisele contou que, a partir do momento em que foi associada ao chamado ‘retorno da modelo sexy’, sua carreira deslanchou de maneira avassaladora.
Contratos com grandes marcas, campanhas publicitárias e desfiles começaram a surgir em ritmo acelerado, transformando a jovem sul-rio-grandense em um dos nomes mais cobiçados do mercado fashion.
Com o passar do tempo, no entanto, a modelo passou a enxergar aquele episódio sob uma nova ótica. Para ela, o êxito não estava ligado unicamente ao físico, mas também à personalidade que imprimia em cada trabalho.
Segundo Gisele, o que conquistava fotógrafos, estilistas e marcas era a união de autenticidade, entusiasmo e segurança. Em uma indústria que começava a procurar novos referenciais, ela acredita ter representado uma imagem mais saudável, vibrante e sintonizada com as transformações que a moda vivia naquele período.
Mais de vinte anos depois, aquelas três palavras ainda marcam a história de Gisele Bündchen. Contudo, para a modelo, o verdadeiro diferencial sempre esteve além dos holofotes: na capacidade de se manter fiel a si mesma, mesmo quando o mundo insistia em afirmar que ela não possuía o perfil ideal para alcançar o topo.
Fonte: NSC Total
























