O Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado neste domingo (14), reforça a importância da doação como ato de solidariedade que pode salvar vidas. Larissa Menegaro Nogueira, 26 anos, é doadora há uma década e visita o Hemocentro regional de Criciúma (Hemosc) ao menos uma vez por ano. “É a oportunidade de ajudar alguém com algo que não tem preço”, afirma. O procedimento é simples, rápido e seguro, sendo fundamental para diversos tratamentos.
Uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas, pois o sangue é fracionado em componentes: Concentrado de Hemácias (CH), Concentrado de Plaquetas (CP), Plasma Fresco Congelado (PFC) e Crioprecipitado (CRIO). O material é usado em atendimentos de urgência, sangramentos agudos, cirurgias de grande porte e doenças crônicas que exigem transfusões frequentes.
O secretário de Saúde de Criciúma, Deivid de Freitas Floriano, destaca que a doação une solidariedade e responsabilidade coletiva. “Muitas vezes, quem recebe uma transfusão está passando por um dos momentos mais difíceis da vida, como após um acidente, durante um tratamento ou em uma cirurgia. O sangue doado por alguém que dedicou alguns minutos do seu dia faz toda a diferença nesses momentos”, ressalta.
Camila Daminelli, coordenadora operacional do Hemosc de Criciúma, explica que a doação segue etapas seguras. Inicialmente, o candidato faz cadastro e responde a um questionário. Depois, passa por pré-triagem com verificação de sinais vitais e uma entrevista sigilosa para avaliar as condições de saúde.
Após aprovação, o doador vai à sala de coleta, onde são retirados cerca de 450 ml de sangue em um processo que leva de cinco a 12 minutos. O material passa por exames laboratoriais e separação dos hemocomponentes, permitindo que uma bolsa atenda mais de um paciente.
“A demanda por sangue é constante. Todos os dias há pacientes aguardando transfusões nos hospitais. Santa Catarina tem bons índices de doação, mas precisamos aumentar a participação e incentivar a regularidade. O principal benefício é o impacto social e a chance de salvar vidas”, afirma Camila.
Há dez anos ajudando a salvar vidas, Larissa transformou a doação em compromisso pessoal. Sua primeira experiência foi em uma gincana, mas o interesse já existia antes. Ela busca manter a regularidade: “Tento doar ao menos uma vez ao ano; quando consigo, até duas vezes”.
Para se manter apta, Larissa planeja sua rotina e adota hábitos saudáveis. “Gosto de me programar para doar. Se vou fazer tatuagem ou procedimento que impeça a doação por um tempo, procuro doar antes”, relata.
Os critérios básicos para doação incluem: idade entre 16 e 69 anos (menores de 18 precisam de consentimento formal do responsável); pessoas de 60 a 69 anos só podem doar se já tiverem doado antes dos 60; apresentar documento de identificação oficial com foto; pesar no mínimo 50 kg; ter dormido ao menos seis horas nas últimas 24 horas; estar alimentado, evitando alimentos gordurosos nas três horas anteriores. Se for após o almoço, aguardar duas horas.
O Hemosc de Criciúma fica na Avenida Centenário, bairro Santa Bárbara, e funciona de segunda a sexta, das 7h30 às 17h. Aos sábados, em dois dias por mês, das 7h30 às 12h. O agendamento deve ser feito online pelo site hemosc.org.br/agende-sua-doacao ou pelos telefones (48) 3444-7410 e (48) 3444-7430. Mais informações estão disponíveis no site hemosc.org.br.
Fonte: Pref. de Criciúma
























