A seleção da Espanha conquistou neste domingo, 19 de julho de 2026, o bicampeonato mundial de futebol ao derrotar a Argentina por 1 a 0, em partida realizada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol decisivo foi marcado por Ferrán Torres no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação, coroando uma atuação dominante dos europeus desde o início do confronto.
A vitória espanhola guarda semelhanças com a primeira conquista do país, em 2010. Na ocasião, o gol que deu o título também saiu na prorrogação e foi marcado por um jogador do Barcelona: naquele ano, Andrés Iniesta; agora, Ferrán Torres. O triunfo quebra um jejum de 16 anos para a Fúria, que não vencia uma Copa desde a edição sul-africana.
Já a Argentina desperdiçou a chance de se tornar a terceira seleção a conquistar títulos consecutivos — façanha alcançada apenas por Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962). A equipe sul-americana, que havia vencido em 1978, 1986 e 2022, sai derrotada na primeira final que disputa desde então.
A partida começou movimentada. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e finalizou de canhota. A bola desviou no zagueiro Lisandro Martínez e exigiu boa defesa do goleiro argentino Dibu Martinez. Em seguida, Julián Álvarez roubou a bola no meio-campo e serviu Lionel Messi, que invadiu a área, mas o goleiro espanhol Unai Simón saiu rápido para cortar o lance.
Após esse início intenso, o jogo perdeu ritmo. A Espanha passou a controlar a posse de bola e quase marcou aos 37 minutos: Oyarzabal recebeu na entrada da área e chutou rasteiro, mas Dibu Martinez defendeu. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para furar o bloqueio espanhol.
Na segunda etapa, a pressão espanhola continuou. Aos 46 segundos, Álex Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21 minutos, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martinez a trabalhar. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro, enquanto Cubarsí, na sequência, arriscou de fora da área e parou em mais uma defesa.
A situação argentina se complicou aos 47 minutos do segundo tempo, quando Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo por falta dura em Cubarsí e foi expulso. Mesmo com um jogador a mais, a Espanha não conseguiu definir o jogo no tempo regulamentar: aos 52 minutos, Lamine Yamal cobrou falta e Dibu Martinez espalmou, levando a partida para a prorrogação.
No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol se manteve. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martinez. Aos cinco, Williams balançou as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, Merino cabeceou e a bola raspou na trave.
O gol tão esperado saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou batendo forte de canhota, sem chances para o goleiro argentino. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.
A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita; Tagliafico chegou para empurrar, mas a defesa espanhola afastou. Na cobrança de escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.
Para Lionel Messi, a que pode ter sido sua última Copa do Mundo terminou de forma frustrante. O camisa 10 foi marcado de perto pela defesa espanhola e teve atuação discreta, não conseguindo ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história do torneio. Messi encerrou a competição com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.
A Espanha finalizou 19 vezes ao longo da partida, número que reflete sua superioridade desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.
A arbitragem ficou a cargo do esloveno Slavko Vincic, auxiliado por Tomaz Klancnik e Andraz Kovacic, com o alemão Bastian Dankert no VAR. O público presente foi de 80.663 torcedores.
Fonte: Agência Esporte

























