Flávio Bolsonaro anuncia pedido de cassação da chapa de
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PROCESSO CONTESTÁVELFlávio Bolsonaro anuncia pedido de cassação da chapa de Lula por abuso de poder

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O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à presidência da República, declarou nesta segunda-feira (26) que ingressará com pedido de cassação da chapa vencedora encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em pronunciamento nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a aliança petista cometeu abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral.

Flávio sustentou que Lula promoveu uma série de medidas assistenciais com recursos públicos nos meses que antecederam o pleito, o que, segundo ele, configurou compra de votos. O senador estimou que cerca de meio trilhão de reais tenham sido injetados na economia por meio de programas sociais e benefícios emergenciais, e classificou a prática como “sem precedentes”.

Além disso, o candidato derrotado criticou o que chamou de “complexo industrial de fake news”, acusando a campanha adversária de disseminar desinformação em massa para manipular o eleitorado. Sem mencionar diretamente o deputado André Janones (Rede-MG) ou o canal “Exército do Lula”, Flávio alegou que mentiras foram espalhadas de forma ilegal para intimidar a população.

O senador também contestou a lisura do segundo turno, afirmando que “o que aconteceu não é normal”. Ele questionou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de estender o horário de votação até as 19h, embora sua própria campanha tivesse solicitado a medida para determinadas localidades. Para Flávio, a prorrogação teria beneficiado o adversário.

Segundo dados oficiais, Lula obteve 51,79% dos votos válidos, o equivalente a aproximadamente 64,2 milhões de sufrágios, enquanto Flávio recebeu 48,21%, cerca de 59,8 milhões. A vitória de Lula representou uma reviravolta histórica, já que ele havia ficado atrás nas pesquisas de intenção de voto até a véspera do primeiro turno.

Especialistas em direito eleitoral avaliam que o pedido de cassação carece de fundamentação jurídica consistente, uma vez que a concessão de benefícios sociais é permitida por lei e não configura, por si só, abuso de poder. O caso, se protocolado, deverá ser analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que já rejeitou ações semelhantes em pleitos anteriores.

Fonte: Metrópoles

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