Keiko Fujimori, candidata de direita à Presidência do Peru, ampliou sua vantagem sobre o rival de esquerda Roberto Sánchez na apuração dos votos do segundo turno realizado em 7 de junho. Com 99,38% dos votos apurados, Fujimori alcançou 50,11% dos votos válidos, contra 49,89% de Sánchez, diferença de 39.115 votos. Cerca de 140 mil votos contestados ainda estavam pendentes de verificação na manhã desta quinta-feira (18).
Grande parte desses votos pendentes vem de Lima e de peruanos residentes no exterior, regiões onde Fujimori tradicionalmente obtém mais apoio. Segundo o analista Gonzalo Márquez, da consultoria Caleidos, esses fatores tornam improvável uma reversão do resultado. A candidata está a caminho de se tornar a primeira mulher eleita diretamente para a Presidência do Peru, após três derrotas em segundos turnos anteriores.
Enquanto a contagem prossegue lentamente, o partido de Sánchez, o Peru Libre, entrou com recursos judiciais para anular votos favoráveis a Fujimori, alegando irregularidades no processo eleitoral. Sánchez também convocou protestos em Lima para esta sexta-feira (19), pedindo que seus apoiadores saiam às ruas contra o que considera uma fraude.
Missões de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia, no entanto, afirmaram que a votação ocorreu dentro da normalidade e pediram paciência e respeito ao resultado oficial. A tensão política no país permanece elevada, com acusações mútuas entre as campanhas.
Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, tenta a Presidência pela quarta vez. Em 2021, perdeu para Pedro Castillo por apenas 44.200 votos. A apuração segue monitorada de perto pela comunidade internacional, que espera uma transição pacífica e democrática.
Fonte: Agência Brasil























